Mundo | Cartas de Boris causam surpresa e perplexidade em Bruxelas
O primeiro-ministro britânico causou ontem “surpresa” e “perplexidade” em Bruxelas, pela forma “caricata” como pediu à União Europeia para ficar mais três meses.
Boris Johnson enviou duas cartas em que se contradiz, pedindo para prolongar a permanência da União Europeia e, a defender “apaixonadamente” a saída.
As duas cartas chegaram poucas horas após a aprovação no parlamento britânico, da chamada emenda Letwin, que obriga a que sejam aprovadas leis para aplicar o acordo do Brexit, antes de lhe dar luz verde. Na prática, o resultado é que o “meaningful vote” ao acordo de saída fica adiado, forçando o governo britânico a pedir uma nova extensão da permanência na União Europeia.
Foi isso que Boris Johnson fez. Ontem, antes das 23h, informou o Conselho Europeu que “o Reino Unido procura uma nova extensão do período proporcionado pelo Artigo 50º”. Recorde-se que esse período é de dois anos, a contar a partir da data em que o dito artigo foi accionado por Londres, e já espirou a 29 de Março, tendo sido adiando, a pedido da anterior primeira-ministra, Theresa May, para 31 de outubro.
Ontem, o primeiro-ministro que “preferia morrer numa valeta” a ter de pedir para adiar o Brexit, veio requer à União Europeia que lhe conceda um período extra, até “31 de janeiro de 2020” para continuar a fazer parte da União Europeia, através de uma carta consultada pela TSF.