Religião | Grande milagre de Lourdes

Religião | Grande milagre de Lourdes

19/10/2019 0 Por Carlos Joaquim
Plinio Maria Solimeo
Em 1858 Nossa Senhora aparecia a Santa Bernardette Soubirous [foto abaixo] numa gruta nos arredores da cidade de Lourdes. Entre outras coisas, Ela pediu à vidente que se lavasse numa fonte que estaria no interior da gruta. A adolescente só encontrou uma massa barrenta, que começou a cavar com as mãos. Nasceu assim a fonte milagrosa que operou e continua a operar tantos milagres.
Assim, até hoje, ocorreram mais de sete mil curas milagrosas, tanto na gruta como para quem usou sua água em lugares distantes. Isso levou a Igreja a criar o Departamento Médico de Lourdes para avaliar os numerosos casos de curas milagrosas relatados então.
Tal departamento é dirigido por conspícuos médicos e cientistas que só admitem um milagre quando um fato relatado não pode ser explicado pela ciência — depois de todas as hipóteses possíveis —, ademais de considerarem a cura total, duradoura e sem interferência da medicina. Assim, são relativamente poucas as declarações de milagre do referido departamento.
Ele é constituído por 20 profissionais da saúde, mas qualquer médico ou cientista desejoso de fazer sua própria investigação ou contestar algum caso específico reconhecido como “milagroso” é sempre bem-vindo.
Vamos analisar um dos milagres mais famosos ocorridos em Lourdes, e que teve muita repercussão em sua época. Trata-se da cura de um soldado inglês ferido na I Guerra Mundial. Ele ficou sem poder andar, com um braço paralisado, uma ferida aberta na cabeça e sujeito a ataques de epilepsia.
O caso é narrado pelo Pe. Patrick O’Connor, missionário de São Columbano, que conheceu o miraculado e compilou toda uma farta documentação sobre a sua cura, a fim de demonstrar que ela foi realmente sobrenatural.
John Traynor ou “Jack” [fotos], o miraculado, era de origem irlandesa, residente em Liverpool. Ficou órfão muito jovem, mas conservou desde a infância a sua fé católica, o amor à Sagrada Eucaristia e a devoção a Nossa Senhora. Esses três pilares de nossa fé o ajudaram muito a enfrentar a vida muito dura que teve pela frente.
Convocado em 1914 para lutar na I Guerra Mundial na marinha britânica, Jack foi ferido várias vezes durante os combates. Em Antuérpia, na Bélgica, foi atingido na cabeça por uma metralha, ficando inconsciente durante cinco semanas. Recuperado, no ano seguinte lutando na Turquia, ele quase foi massacrado pelos otomanos, mas salvo por um inesperado socorro de seus compatriotas.