Moçambique | Observadores estrangeiros consideram Eleição em Moçambique “ordeira”, “calma”, “satisfatória”, “pacífica” e até “transparente”

Moçambique | Observadores estrangeiros consideram Eleição em Moçambique “ordeira”, “calma”, “satisfatória”, “pacífica” e até “transparente”

19/10/2019 0 Por Carlos Joaquim
Convidados pelo Governo da Frelimo, hospedados em hotéis de luxo à beira mar, sem problemas de credenciação, alimentados com camarões frescos e direito a escolta policial para abrir caminho das viaturas de luxo em que se fazem transportar as oito missões estrangeiras que observam as Eleições Gerais do passado dia 15 em Moçambique consideraram que a votação foi “ordeira”, “calma”, “satisfatória”, “pacífica” e até “transparente”. Só faltou saudarem a reeleição de Filipe Nyusi.
Acatando o aviso do seu anfitrião, que através do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, deixou claro que estavam em Moçambique para “testemunhar eleições livres, justas, transparentes e credíveis”, os observadores internacionais legitimaram nesta quinta-feira (17) mais um pleito inquinado por fraudes, intimidação e assassinatos.
Para a Missão de Observação da Comunidade dos Países da África Austral(SADC) “o ambiente em torno das assembleias de voto foi na generalidade pacífico, delegados de partidos e candidatos, observadores nacionais e estrangeiros estiveram presentes na maioria das assembleias de voto observadas”.
A zimbabweana Oppah C.Z. Muchinguri- Kashiri disse que a SADC concluiu que “o período pré-eleitoral e a votação das eleições de 2019 foi na generalidade pacífico e conduzido de maneira ordeira”.
Já a Missão de Observação da União Africana (UA) “notou melhorias na legislação e gestão eleitoral por forma a garantir que decorresse em linha dos padrões regionais e internacionais de uma eleição democrática”.
“Apesar dos desafios políticos e o ambiente de segurança a votação foi no geral calma e bem administrada” avaliou o nigeriano GoodLuck Jonathan que chefiou a Missão de Observação da UA.
Outro antigo chefe de Estado africano, o ganês John Dramani Mahama, que a Missão de Observação do Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA), saudou Moçambique “por conduzir eleições regularmente e o seu compromisso de manter uma paz sustentável”.
“Embora o processo ainda não esteja concluído a Missão de Observação eleitoral do EISA nota que o dia da votação decorreu de forma satisfatória”, avaliou o EISA.