Nacional | Programa identifica presença do percevejo asiático em Portugal
O Ministério da Agricultura anunciou hoje estar em curso um programa nacional de prospeção direcionado para a identificação da presença do percevejo asiático em Portugal.
“Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e as direções regionais de Agricultura e Pescas têm vindo a acompanhar a evolução deste problema fitossanitário, estando já em curso um programa nacional de prospeção direcionado para a identificação da presença deste inseto, tal como acontece para mais cerca de seis dezenas de pragas e doenças emergentes”, refere um esclarecimento do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
A tutela adianta que “perante o surgimento de notícias associando este inseto à problemática da vespa velutina e a um eventual problema de saúde pública, a DGAV esclarece que Halyomorpha halys [nome científico do percevejo asiático] não é perigoso para pessoas e animais”, salientando que “não morde, não pica ou suga sangue, nem transmite doenças, exalando um cheiro forte e desagradável, razão por que é conhecido como ‘brown marmorated stink bug’ (percevejo fedorento)”.
No documento, o ministério refere que este é “um percevejo que tem vindo a causar preocupações em vários países terceiros, nos quais tem provocado estragos avolumados em várias culturas, designadamente em espécies de fruteiras”.
“No território da União Europeia já sé conhecida a sua presença em pelo menos 15 Estados-membros, sendo Itália o caso que suscita maior preocupação, onde se registam importantes estragos nas culturas”, informa.
Assinalando que, “face às características deste inseto, é expectável a sua dispersão pelo território da UE, em particular através do movimento de mercadorias, de meios de transporte e de pessoas”, o ministério pede aos agricultores para estarem “particularmente atentos à eventual presença do inseto em maquinaria e bens que entrem nas suas explorações agrícolas”.
“Em caso de deteção, deverão ser tomadas medidas de controlo. Além da luta química, estão já a ser estudadas formas de controlo biológico desta praga, nomeadamente o uso de agentes já usados em fase experimental em Itália”, acrescenta.