Proença-a-Nova | Município parabeniza Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território
Em meu nome pessoal e em nome do Município de Proença-a-Nova dou os parabéns a João Paulo Catarino pela sua nomeação como Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território no XXII Governo Constitucional, na certeza de que tem pela frente um enorme trabalho numa das áreas que é fundamental para o país e que precisa de uma visão de futuro se quisermos, de uma vez por todas, alterar antigos paradigmas que não servem a ninguém. É minha convicção que a recente experiência quer na Unidade de Missão para a Valorização do Interior, quer como Secretário de Estado da Valorização do Interior, associadas à sua formação e experiência no sector florestal, serão determinantes para a concretização de medidas que se revelam fulcrais para a sobrevivência das várias fileiras associadas a esta área da governação.
Estando o Município de Proença-a-Nova diretamente envolvido na criação da Rede Europeia de Territórios Resineiros, destaco desde logo a necessidade de haver apoios concretos para a reabilitação desta atividade que, a acontecer, irá ter muitos impactos positivos na gestão florestal, na economia e na visão de futuro que queremos para a floresta portuguesa. Estou a falar de apoios que têm de ser negociados e incluídos na Política Agrícola Comum, para além daqueles que o Governo Português entender por bem englobar para que voltemos a ter as nossas zonas de pinhal novamente resinadas. Para além de se poder extrair um produto natural, com valor acrescentado nos mercados nacional e internacional, voltamos a ter ocupação na floresta durante todo o ano, com a consequente limpeza e vigilância. Em maio deste ano já foi assinado um acordo entre o ICNF e a Resipinus para que os resineiros assumam funções de vigilância. Mas precisamos de mais para que investir na floresta volte a ser atrativo, de forma a evitarmos os grandes incêndios que têm atingido proporções nunca antes vistas e a que é preciso por um fim. O enfoque tem que estar na prevenção e não no combate, como tem sido feito até aqui.