Política | “Competência” e “perfil” aprovados. Elisa Ferreira com via verde até à Comissão Europeia
Os eurodeputados aprovaram a nomeação de Elisa Ferreira para o cargo de comissária da Coesão e Reformas. A portuguesa foi ouvida esta quarta-feira na comissão parlamentar do Desenvolvimento Regional, numa audição “exigente”, com críticas a um subentendido apoio a cortes na política regional, mas Elisa declarou-se uma defensora das verbas para a coesão “no nível mais alto possível”.
Esta manha, numa reunião à porta fechada, os coordenadores dos grupos políticos, declararam o voto positivo sobre a “competência” e o “perfil”, da comissária indigitada pelo governo português, tendo em conta o resultado de uma sessão onde quer “a qualidade das perguntas, quer das respostas”, permitiu validar a audição.
Fontes ouvidas em Bruxelas afirmaram que Elisa Ferreira foi “amplamente elogiada” durante a reunião de avaliação às suas respostas. Outras fontes referirem que a aprovação do nome de Elisa Ferreira “recebeu unanimidade”.
Após a audição de ontem, rapidamente se começou a perceber que a aprovação da antiga eurodeputada, para a Comissão Europeia não encontraria “resistências”. Aliás, representantes de três dos grupos políticos anteciparam-se a anunciar o sentido de voto dos suas estruturas, admitindo que anunciaram ainda ontem que votariam favoravelmente, embora com críticas ao teor das respostas enviadas antecipadamente por escrito, nas quais ficava subentendido um apoio a um orçamento “com cortes”, nos fundos que virão a ser tutelados por Elisa Ferreira.
Durante a audição, a antiga eurodeputada esclareceu várias vezes os eurodeputados, dizendo ser “contra todos os cortes”, e no caso em questão prometeu bater-se “com os colegas” no colégio de comissários, pela melhoria da proposta de orçamento de longo prazo, “nas margens possíveis”.
Neste aspeto, Elisa Ferreira lembrou que a receita é decidida pelos eurodeputados e pelos Estados-Membros e, por essa razão, não está dependente de quem, apenas tem poder de decisão sobre a despesa, sem poder decidir sobre receita. “Assim, é no diálogo com os dois colegisladores, que é decidido o que será o orçamento. Irei, na comissão e em toda a parte, apoiara o nível mais elevado possível”, disse.
“Definitivamente, com a margem de manobra que possamos ter, irei fazer campanha, junto dos meus colegas na comissão, para o mais alto nível possível do Quadro Financeiro Plurianual, para conseguirmos alcançar os objetivos a que nos propomos”, garantiu Elisa Ferreira, tendo classificado a proposta que a Comissão Juncker colocou em cima da mesa como “uma base de trabalho, que inclui inúmeras questões que são positivas e que considero muito adequadas”.