Cantanhede | Presidente da autarquia participou em seminário que assinalou o Dia da Floresta. Helena Teodósio diz que a gestão da floresta requer uma renovação geracional

Cantanhede | Presidente da autarquia participou em seminário que assinalou o Dia da Floresta. Helena Teodósio diz que a gestão da floresta requer uma renovação geracional

07/08/2026 0 Por Carlos Joaquim
A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, manifestou-se apreensiva quanto à gestão da floresta nos próximos anos, porquanto os proprietários florestais estão a envelhecer rapidamente e os jovens não se sentem atraídos para a exploração florestal.
Se não houver uma renovação geracional, se não se criarem condições para que os jovens vejam na floresta uma atividade económica viável, socialmente reconhecida e ambientalmente nobre, estaremos a condenar o nosso património florestal ao abandono”, alertou.

Ao intervir na sessão de abertura do seminário “Juntos, fazemos [a] floresta”, organizado pela OFA – Organização Florestal Atlantis e com o apoio da Navigator, Município de Cantanhede e INOVA-EM, no âmbito da programação da 34.ª edição da Expofacic, a autarca, enfatizou, por outro lado, a necessidade de sentar à mesa todos os agentes do setor, uma vez que “os desafios da floresta não podem ser enfrentados de forma isolada, nem por um único ator, nem a partir de uma única escala de intervenção”.

O que está em causa é, no fundo, a capacidade de construirmos uma visão de futuro para a floresta portuguesa que concilie sustentabilidade ambiental, racionalidade económica e coesão territorial. Uma visão em que o produtor florestal seja valorizado, em que a gestão ativa do território seja incentivada, em que a cooperação seja entendida como fator de escala e de eficiência, e em que o interesse público da floresta seja plenamente reconhecido”, explicou.

Já o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, elogiou o facto do Município de Cantanhede se preocupar com a proteção da floresta e a sua valorização. “É preciso garantir que a floresta cria rendimento para, desta forma, organizarmos a paisagem”, vincou o governante, que deixou um apelo ao “trabalho conjunto” entre todos os intervenientes no setor. “Somos todos relevantes neste caminho de prepararmos para as próximas gerações aquilo que é o resultado da produção, proteção e valorização dos ecossistemas”, observou.

No seminário “Juntos, fazemos [a] floresta”, foram abordados temas cimo “Biodiversidade e gestão do território – desafios para a floresta de minifúndio”, “Gestão colaborativa: um caminho para a sustentabilidade do minifúndio”, “Gestão conjunta e cooperação: experiências no terreno” e “Quem vai gerir a floresta nos próximos 20 anos… e depois?”.