Coimbra | Situação nos canis municipais é dramática e de rutura

Coimbra | Situação nos canis municipais é dramática e de rutura

08/03/2020 0 Por Carlos Joaquim
A associação de médicos veterinários municipais diz que a situação nos Centros de Recolha Oficial de Animais (CROA) dos municípios é dramática e de rutura e que a lei que proíbe os abates foi feita sobre “premissas erradas”.
“Temos CROA totalmente inoperacionais, não conseguem retirar os animais da rua, estão cheios, estão superlotados, não conseguem fazer face à situação de emergência”, disse Ricardo Lobo, da direção da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM), considerando que “tudo isto é dramático”, porque “as listas de espera vão acumulando” e há animais que viverão toda a vida em cativeiro.
“O problema é que, de facto, a lei foi feita sobre premissas erradas, porque os números que nós tínhamos até então são os mesmos números de animais abandonados que nos chegam para recolher. Continuam na mesma ordem de grandeza e não estão nivelados com a capacidade de adoção das famílias portuguesas”, acrescentou.
Ricardo Lobo defendeu que deveriam ser os médicos veterinários municipais a gerir os CROA, não numa lógica de abate indiscriminado, mas “de acordo com critérios de bem-estar animal, sociabilização e da possibilidade de adoção”.
“Pelo menos que fosse dada aos médicos veterinários a oportunidade de gerir o CROA de acordo com critérios de bem-estar animal, sociabilização, da possibilidade de adoção. Neste momento nada disso é feito, os animais estão alojados no centro de recolha oficial e lá ficarão eternamente”, afirmou, sublinhando que não defende um regresso “ao passado de tratar os animais como resíduo urbano”, no qual eram recolhidos, abatidos e incinerados.