Médicos impedidos de passar receitas e utentes sem fármacos
Médicos
impedidos de prescrever receitas, utentes que não conseguem levantar
medicamentos nas farmácias, cartões esquecidos nos serviços de urgência são
alguns dos episódios que têm marcado o arranque da desmaterialização da receita
médica.
impedidos de prescrever receitas, utentes que não conseguem levantar
medicamentos nas farmácias, cartões esquecidos nos serviços de urgência são
alguns dos episódios que têm marcado o arranque da desmaterialização da receita
médica.
A
agência Lusa teve conhecimento de casos de utentes que não puderam ter acesso
aos seus fármacos, pois os médicos não tinham disponível o seu cartão do
cidadão com assinatura digital qualificada ativada, nem o cartão da Ordem dos
Médicos com chip, com os quais podem passar receitas.
agência Lusa teve conhecimento de casos de utentes que não puderam ter acesso
aos seus fármacos, pois os médicos não tinham disponível o seu cartão do
cidadão com assinatura digital qualificada ativada, nem o cartão da Ordem dos
Médicos com chip, com os quais podem passar receitas.
Nestes
casos — considerados de exceção — os médicos podem recorrer ao papel, mas em
alguns casos, relatados à Lusa, os médicos não tinham disponíveis receitas em
papel e os utentes ficaram sem as suas receitas.
casos — considerados de exceção — os médicos podem recorrer ao papel, mas em
alguns casos, relatados à Lusa, os médicos não tinham disponíveis receitas em
papel e os utentes ficaram sem as suas receitas.
A
Lusa contactou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) que
classificou de “residuais” as dificuldades neste processo que visa
acabar com as receitas em papel.
Lusa contactou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) que
classificou de “residuais” as dificuldades neste processo que visa
acabar com as receitas em papel.
O
coordenador da receita médica sem papel dos SPMS, António Alexandre, disse ter
tido conhecimento de “dificuldades momentâneas e que, entretanto, foram
imediatamente corrigidas”.
coordenador da receita médica sem papel dos SPMS, António Alexandre, disse ter
tido conhecimento de “dificuldades momentâneas e que, entretanto, foram
imediatamente corrigidas”.
Fonte
oficial da Ordem dos Médicos disse à Lusa ter conhecimento de “várias
dificuldades de prescrição que decorrem dos prazos irrealistas colocados pela
SPMS e cujas consequências são da sua exclusiva responsabilidade”.
oficial da Ordem dos Médicos disse à Lusa ter conhecimento de “várias
dificuldades de prescrição que decorrem dos prazos irrealistas colocados pela
SPMS e cujas consequências são da sua exclusiva responsabilidade”.
“Há
situações que têm sido relatadas à Ordem dos Médicos em que o médico prescreve na
Prescrição Eletrónica Médica (PEM), o doente recebe a mensagem no seu telemóvel
e, uma vez na farmácia, não consegue a dispensa do fármaco, porque não se faz o
reconhecimento dos respetivos códigos, nomeadamente em fármacos comparticipados
a 100%”, adiantou a mesma fonte.
situações que têm sido relatadas à Ordem dos Médicos em que o médico prescreve na
Prescrição Eletrónica Médica (PEM), o doente recebe a mensagem no seu telemóvel
e, uma vez na farmácia, não consegue a dispensa do fármaco, porque não se faz o
reconhecimento dos respetivos códigos, nomeadamente em fármacos comparticipados
a 100%”, adiantou a mesma fonte.
A
Ordem dos Médicos aconselha “menos pressa e mais cuidado” e refere
que já emitiu cerca de 36 mil cédulas com chip, o que corresponde a
aproximadamente 75% dos médicos inscritos.
Ordem dos Médicos aconselha “menos pressa e mais cuidado” e refere
que já emitiu cerca de 36 mil cédulas com chip, o que corresponde a
aproximadamente 75% dos médicos inscritos.
Outra
situação relatada pela Ordem é a perda de cartões que “ficam esquecidos
nos computadores, nomeadamente nos serviços de urgência, o que tem criado
dificuldades adicionais de prescrição”.
situação relatada pela Ordem é a perda de cartões que “ficam esquecidos
nos computadores, nomeadamente nos serviços de urgência, o que tem criado
dificuldades adicionais de prescrição”.
Para
a Ordem, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem de ter condições para permitir a
prescrição médica em quaisquer circunstâncias. É admissível que um médico a
quem roubem a carteira fique impedido de prescrever no SNS”.
a Ordem, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem de ter condições para permitir a
prescrição médica em quaisquer circunstâncias. É admissível que um médico a
quem roubem a carteira fique impedido de prescrever no SNS”.
“A
Ordem faculta por iniciativa própria e com espírito de colaboração um meio de
prescrição desmaterializada, como é o cartão da Ordem dos Médicos, mas é o SNS
que tem a obrigação de garantir as condições de prescrição, visto que a
prescrição médica é um direito dos utentes”, adiantou a mesma fonte.
Ordem faculta por iniciativa própria e com espírito de colaboração um meio de
prescrição desmaterializada, como é o cartão da Ordem dos Médicos, mas é o SNS
que tem a obrigação de garantir as condições de prescrição, visto que a
prescrição médica é um direito dos utentes”, adiantou a mesma fonte.
Este
organismo considera que poderia ter sido adotada outra solução, como o controlo
biométrico, “pois o dedo não se perde em lugar nenhum e a impressão
digital não permite falsificações”.
organismo considera que poderia ter sido adotada outra solução, como o controlo
biométrico, “pois o dedo não se perde em lugar nenhum e a impressão
digital não permite falsificações”.
Os
SPMS mantêm a meta de, até ao final deste mês, 80 por cento das receitas
prescritas já não usarem papel.
SPMS mantêm a meta de, até ao final deste mês, 80 por cento das receitas
prescritas já não usarem papel.
A
prescrição eletrónica é obrigatória no SNS desde o dia 1 de Abril.
prescrição eletrónica é obrigatória no SNS desde o dia 1 de Abril.
Fonte:
Lusa
Lusa
