Tribunal de Contas diz que ADSE é insustentável a longo prazo
A
ADSE é insustentável a longo prazo e o alargamento da base de contribuintes é
condição para a sobrevivência do sistema de proteção dos funcionários públicos,
defende o Tribunal de Contas.
ADSE é insustentável a longo prazo e o alargamento da base de contribuintes é
condição para a sobrevivência do sistema de proteção dos funcionários públicos,
defende o Tribunal de Contas.
Um
relatório de auditoria do Tribunal de Contas (TdC), a que a agência Lusa teve
acesso, defende que “o alargamento da base de quotizados a novos
quotizados líquidos é condição ‘sine qua non’ para a sobrevivência, a prazo da
ADSE”.
relatório de auditoria do Tribunal de Contas (TdC), a que a agência Lusa teve
acesso, defende que “o alargamento da base de quotizados a novos
quotizados líquidos é condição ‘sine qua non’ para a sobrevivência, a prazo da
ADSE”.
O
documento recorda que por cada beneficiário que efetua descontos existem 1,5
beneficiários não contribuintes.
documento recorda que por cada beneficiário que efetua descontos existem 1,5
beneficiários não contribuintes.
“O
aumento da população da ADSE é essencial à sua sustentabilidade, devendo o
eventual alargamento ser decidido pelos e no estrito interesse dos seus
quotizados, sem qualquer intervenção da tutela, lê-se no documento, que
acrescenta que quanto maior for o aumento de contribuintes do sistema, maior é
a garantia de sustentabilidade.
aumento da população da ADSE é essencial à sua sustentabilidade, devendo o
eventual alargamento ser decidido pelos e no estrito interesse dos seus
quotizados, sem qualquer intervenção da tutela, lê-se no documento, que
acrescenta que quanto maior for o aumento de contribuintes do sistema, maior é
a garantia de sustentabilidade.
O
Tribunal de Contas entende como riscos para a sustentabilidade da ADSE a
diminuição do número de quotizados e o seu envelhecimento, a concorrência do
setor segurador e a administração do sistema por parte dos Governos que a têm
instrumentalizado para realizarem as suas políticas financeiras e sociais.
Tribunal de Contas entende como riscos para a sustentabilidade da ADSE a
diminuição do número de quotizados e o seu envelhecimento, a concorrência do
setor segurador e a administração do sistema por parte dos Governos que a têm
instrumentalizado para realizarem as suas políticas financeiras e sociais.
“O
adiamento sucessivo da decisão sobre a refundação da ADSE, a ausência de
explicação sobre o racional do eventual retorno financeiro da ADSE através de
impostos, bem como o recurso a formas de descapitalização da ADSE (…) podem
resultar no eventual desmantelamento faseado da ADSE”, acrescenta o
relatório.
adiamento sucessivo da decisão sobre a refundação da ADSE, a ausência de
explicação sobre o racional do eventual retorno financeiro da ADSE através de
impostos, bem como o recurso a formas de descapitalização da ADSE (…) podem
resultar no eventual desmantelamento faseado da ADSE”, acrescenta o
relatório.
Nas
conclusões, o Tribunal de Contas começa por indicar que praticamente nenhuma
recomendação formulada pelo TdC no anterior relatório foi acolhida.
conclusões, o Tribunal de Contas começa por indicar que praticamente nenhuma
recomendação formulada pelo TdC no anterior relatório foi acolhida.
O
aumento da taxa de desconto para 3,5% gerou excedentes, financiados pelos
próprios quotizados, que foram e continuam a ser usados para maquilhar as
contas públicas.
aumento da taxa de desconto para 3,5% gerou excedentes, financiados pelos
próprios quotizados, que foram e continuam a ser usados para maquilhar as
contas públicas.
Apesar
de os descontos dos quotizados serem a única fonte de financiamento dos
cuidados de saúde, a ADSE permanece dependente de uma gestão exclusivamente
pública sem que haja qualquer poder de decisão dos financiadores ou de quem
paga as quotas.
de os descontos dos quotizados serem a única fonte de financiamento dos
cuidados de saúde, a ADSE permanece dependente de uma gestão exclusivamente
pública sem que haja qualquer poder de decisão dos financiadores ou de quem
paga as quotas.
“No
atual modelo de governação da ADSE, o Estado tem vindo, no papel de ‘agente’, a
administrar dinheiros dos quotizados, nem sempre agindo no melhor interesse dos
quotizados da ADSE. O Estado deve garantir, no futuro, e enquanto o modelo de
governação não for alterado, garantir que os descontos dos quotizados são
consignados à sua finalidade”, recomenda o TdC.
atual modelo de governação da ADSE, o Estado tem vindo, no papel de ‘agente’, a
administrar dinheiros dos quotizados, nem sempre agindo no melhor interesse dos
quotizados da ADSE. O Estado deve garantir, no futuro, e enquanto o modelo de
governação não for alterado, garantir que os descontos dos quotizados são
consignados à sua finalidade”, recomenda o TdC.
Fonte:
Lusa
Lusa
