12ª edição Apps for Good: Distrito de Aveiro leva cinco soluções tecnológicas à final nacional do Apps for Good

12ª edição Apps for Good: Distrito de Aveiro leva cinco soluções tecnológicas à final nacional do Apps for Good

14/09/2026 0 Por Carlos Joaquim
  • Alunos de Aveiro criam robô inteligente para tornar a triagem hospitalar mais rápida e eficiente
  • Jovens de Ílhavo desenvolvem luva inteligente que traduz língua gestual e Braille em tempo real
  • Alunos de Águeda criam app para facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida a espaços inclusivos
  • Jovens de Albergaria-a-Velha apostam em tecnologia para estimular a mente em todas as idades
  • Alunos da Mealhada desenvolvem app de segurança para reforçar a prevenção e resposta em situações de emergência
  • Evento conta com a presença especial de James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, e Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
Cinco equipas de escolas do distrito de Aveiro vão participar na final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal, que se realiza no próximo dia 18 de setembro, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

As cinco equipas do distrito de Aveiro garantiram um lugar na final após se destacarem no Encontro Regional Norte do Apps for Good, que reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos de 30 escolas de 19 municípios. As soluções finalistas demonstram como os jovens podem transformar necessidades identificadas nas suas comunidades em respostas tecnológicas concretas, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

No âmbito do ODS 3 — Saúde de Qualidade, a Escola Profissional de Aveiro apresenta o DoctSupport, uma aplicação com um robô inteligente de triagem hospitalar que mede sinais vitais automaticamente, reduz tempos de espera, alivia as equipas médicas e melhora a priorização clínica através de inteligência artificial.

Alinhadas com o ODS 10 — Reduzir as Desigualdades, estão duas soluções: a Black Glove, da Escola Secundária de Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, uma app ligada a uma luva inteligente que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real, promovendo a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas; e a GoAbleda Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, que ajuda pessoas com mobilidade reduzida a encontrar estabelecimentos acessíveis próximos, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações verificadas pela comunidade.

Escola Secundária de Albergaria-a-Velha concorre com a Logiox, no âmbito do ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis. A aplicação de estimulação cognitiva inclui minijogos de memória, lógica e reflexos, destinados a jovens, adultos e idosos em lares, permitindo acompanhar o desempenho dos utilizadores e aceder à plataforma em diferentes dispositivos.

Já a Escola Profissional Vasconcellos Lebre, apresenta a S.O.S. – Safety on Sight, associada ao ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes. A app permite alertar contactos e entidades, partilhar a localização em tempo real e aceder a medidas de proteção, combinando prevenção e resposta rápida em situações de emergência.
A final nacional do Apps for Good reúne, este ano, 30 projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior, provenientes de todo o país. Ao longo do dia, os jovens apresentarão soluções tecnológicas para responder a desafios reais relacionados com os ODS, incluindo a erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, educação de qualidade, trabalho digno e crescimento económico, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, produção e consumo sustentáveis, ação climática, proteção da vida terrestre e paz, justiça e instituições eficazes.
“Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível. No Apps for Good, os alunos partem de problemas que reconhecem nas suas comunidades e percebem que têm capacidade para construir respostas com impacto. É uma aprendizagem profundamente emancipadora: desenvolvem competências tecnológicas, mas também colaboração, criatividade, comunicação, pensamento crítico e uma consciência mais ativa do seu papel na sociedade”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas. Mais do que ensinar programação ou desenvolvimento de aplicações, o programa aproxima a aprendizagem dos desafios do mundo real, convidando os jovens a identificar problemas nas suas comunidades e a criar respostas concretas com recurso à tecnologia. Neste percurso, desenvolvem competências essenciais para o futuro, como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipa, comunicação e capacidade de resolução de problemas, reforçando a confiança e o sentido de cidadania ativa.
O momento institucional da final, marcado para as 17h30, contará com a participação de João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, e Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, ligada à Teacher Task Force. A sessão será encerrada por Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

*Mafalda Gomes
Account Director