Monsaraz Museu Aberto celebra a cultura e o património da vila medieval
Na segunda-feira, dia 15 de julho, pelas 17h, o arqueólogo Manuel Calado vai proferir na Igreja de Santiago a palestra “O Pecado Original: Agricultura intensiva do Neolítico aos nossos dias”. No Centro de Convívio da Barrada decorre às 19h um concerto e uma oficina sobre gastronomia alentejana e a partir das 22h, a Praça de Armas do castelo vai receber a atuação da Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense.
O programa do festival Monsaraz Museu Aberto apresenta no dia 16 de julho, às 17h, na Igreja de Santiago, uma conversa sobre “O extensivo e o intensivo na paisagem do Alentejo. Transformações, valor e futuro”, com Teresa Pinto Correia, da Universidade de Évora, Marta Cortegano, da Associação Terra Sintropica de Mértola, e José Muños, da Universidade de Évora. A Casa das Avós, localizada na antiga escola primária de Motrinos e onde pode ser apreciada a exposição de bonecas “A Boda na Aldeia”, vai receber pelas 19h um concerto com Lizete Morais. No Largo D. Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz, vai atuar às 21h o Grupo de Dança Contemporânea Sénior da Freguesia de Monsaraz e uma hora depois realiza-se o espetáculo de dança “Força da Natureza”, com a Academia de Dança e Artes Performativas da Sociedade Artística Reguenguense.
Na quarta-feira, dia 17 de julho, pelas 17h decorre na Igreja de Santiago a conversa com o ensaísta António Guerreiro e com Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, sobre o “Alentejo – Agricultura, paisagem e despovoamento”. No Largo D. Nuno Álvares Pereira realiza-se às 18h a Oficina do Pão – Venha Pôr a Mão na Massa, iniciativa que acontecerá também nos dias 18, 19 e 20 de julho, à mesma hora e no mesmo local.
A partir das 19h decorre o percurso ilustrado entre a porta da vila de Monsaraz e o Convento da Orada, com passagem pelo Cromeleque do Xerez. Integrado nesta iniciativa, realiza-se no Convento da Orada um concerto com Abraham Cupeiro, músico que toca um instrumento ancestral galego denominado corna, a orquestra de câmara Eborae Música e a Companhia de Dança Contemporânea de Évora. A Moagem Sem-Fim, no Telheiro, recebe pelas 22h o concerto minimal eletronic, com o contrabaixista João Hasselberg a explorar as sonoridades da música eletroacústica.
O festival Monsaraz Museu Aberto terá no dia 18 de julho, às 17h, a palestra “Da terra chão à terra pão”, com o geólogo Galopim de Carvalho, na Igreja de Santiago. A partir das 18h30 realiza-se um percurso ilustrado de Monsaraz até à Ermida de Santa Catarina, local onde vai atuar o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, Sara Sotiry e o Grupo Maurioneta. A Igreja de Santiago, em Monsaraz, recebe às 21h um recital de harpa com a espanhola Angélica Salvi, harpista que nos últimos anos tem participado em diversos projetos na área da música experimental, artes visuais, dança e teatro. A Praça de Armas do castelo terá pelas 22h um concerto com o acordeonista algarvio Gonçalo Pescada, acompanhado pelo Quinteto Sull’a Corda, um agrupamento clássico composto por músicos de várias origens.
Na sexta-feira, às 10h30, decorrem oficinas para crianças e adultos no jardim da Casa da Universidade, com fabricação de papel artesanal e cianotipia, de cerâmica com o oleiro Rui Patalim e de origami pelo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz. Esta iniciativa vai ser repetida nos dias 20 e 21 de julho no mesmo horário e local. A partir das 17h, na Igreja de Santiago haverá uma conversa sobre “Terra chã para a agricultura, terra chão para a arquitetura integrada”, com os arquitetos Victor Mestre e Maria Fernandes.
O Centro de Convívio de Outeiro vai receber às 19h uma oficina do gaspacho com a atuação do Ensemble de Clarinetes da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e pelas 21h será exibida a curta metragem “A Tempestade”, de 2012, realizada por Teresa Garcia em Monsaraz. Na Igreja de Santiago haverá às 21h30 um recital de cravo com Cristiano Holtz, que foi oficialmente o último aluno de Gustav Leonhardt e é um dos maiores especialistas na música de Johann Sebastian Bach.
No sábado, dia 20 de julho, pelas 17h, realiza-se a palestra “Terra e Território com Monsaraz ao fundo”, pelo geógrafo Jorge Gaspar. Segue-se às 19h a caminhada com o grupo Monsaraz a Caminhar e o oleiro Mestre Tavares, que terá um percurso com saída de Monsaraz, passagem pela Ermida de São Sebastião onde decorrerá um recital com o afegão Ustad Fazel Sapand, mestre do loud e harmónica, e chegada à Casa do Cante, no Telheiro, que receberá a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.
Na Torre de Menagem do castelo de Monsaraz vai poder ver-se a partir das 22h um espetáculo de dança vertical com a companhia Delrevés, fundada em 2007 em Barcelona e que tem como principal objetivo a fusão de diversas linguagens artísticas, como a dança contemporânea, as artes digitais, o teatro e a dança vertical, utilizando a arquitetura como suporte de movimento. A fechar a noite, pelas 23h, realiza-se na Praça de Armas do castelo um concerto com o argentino Melingo, ator, compositor e cantor que toca vários instrumentos, como guitarra, clarinete e saxofone, aos quais junta a sua voz que lembra Charles Aznavour e Serge Gainsbourg. Daniel Melingo estudou mestres como Nick Cave, Tom Waits e a lenda do tango, El Polaco, e a partir do legado de Gardel reinventa-se com alma em performances em que mistura o tango com o rock, o jazz, o blues ou músicas folk argentinas e brasileiras.
O último dia do festival Monsaraz Museu Aberto terá às 11h a conversa “Eu Sou Devedor à Terra”, com os historiadores José Pacheco Pereira e Ana Paula Amendoeira. A Igreja de Santiago recebe pelas 17h a apresentação do Arquivo Digital do Cante, por Florêncio Cacete e Mariana Cristina, e às 19h haverá um recital de piano de Tiago Mileu no milenar Olival da Pega.
*Carlos Manuel Barão
Técnico Superior de Comunicação Social
Gabinete de Comunicação e Imagem

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