Câmara de Cantanhede aprovou orçamento de 41,4 milhões de euros, com aumento exponencial do investimento

Câmara de Cantanhede aprovou orçamento de 41,4 milhões de euros, com aumento exponencial do investimento

06/12/2021 0 Por Carlos Joaquim

Ascende a 41.406.407 euros o valor do Orçamento que a Câmara Municipal de Cantanhede se propõe executar em 2022, conforme consta na proposta aprovada na reunião camarária de 3 de dezembro, com cinco votos a favor e duas abstenções. Assinalando o início de um novo mandato autárquico, o documento irá agora ser submetido à votação da Assembleia Municipal, no plenário do próximo dia 16, acompanhado das Grandes Opções do Plano.

No texto introdutório, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, refere que a proposta orçamental “procura dar resposta a um desafio e a uma inevitabilidade”. Para a autarca, “o desafio reside no incremento de candidaturas para aproveitar as oportunidades de financiamento que se abrem ainda ao abrigo do Portugal 2020, e depois no âmbito do Portugal 20/30 e do Plano de Recuperação e Resiliência, tirando o melhor partido possível da experiência e do know-how dos serviços camarários na elaboração de candidaturas para obtenção de apoio da União Europeia”.

A este propósito, a líder do executivo camarário cantanhedense enfatiza a grande ambição subjacente ao orçamento, nomeadamente no “valor proposto para as despesas de capital, que é 50,83% superior ao de 2021, traduzindo uma forte aposta no investimento”.

Quanto á inevitabilidade, Helena Teodósio aponta a subida dos encargos relativos às novas competências que o Município vai ter de assumir por transferência da Administração Central, o que em grande medida explica o crescimento da despesa corrente prevista de 23,16%, face ao ano anterior, sobretudo pelo inevitável crescimento da verba destinada ao pagamento de salários dos funcionários que transitam para a esfera da autarquia”.

Em todo o caso, a despesa de capital proposta é mais do dobro da corrente, de modo a acomodar “o pagamento o pagamento de grandes obras em curso ou já adjudicadas e que reflete também o propósito de avançar com investimentos estruturantes em várias áreas. Sobre o setor da Educação, a autarca destaca “as intervenções de fundo na Escola Secundária e na EB 2,3 Marquês de Marialva, ambas propriedade do Estado Central, mas cuja requalificação a Câmara Municipal decidiu assumir, suportando o montante da comparticipação nacional do investimento, estando já a trabalhar no sentido de fazer o mesmo relativamente às EB 2,3 de Febres e da Tocha, não obstante também estas serem igualmente tuteladas pelo Ministério da Educação”.

Segundo a autarca, o crescimento significativo da despesa de capital tem muito a ver com os custos da “requalificação da rede viária no âmbito de um programa que ascende a mais de oito milhões de euros, valor a que acrescem 2,5 milhões de euros destinados à construção do novo troço de estrada entre a rotunda da EN 109, a norte da Tocha, e as Berlengas, na zona de acesso à Zona Industrial da Tocha. O traçado desta via corresponde à terceira fase da Via Regional Cantanhede/Tocha, para assegurar rápida ligação viária àquele núcleo empresarial que se encontra em franco crescimento”.

A presidente da autarquia cantanhedense salienta ainda o forte “investimento na valorização da base económica, através da ampliação das zonas industriais e da dinamização dos fatores que favorecem a instalação de empresas, bem como no reforço da coesão territorial, quer em infraestruturas e equipamentos coletivos, quer no domínio do ordenamento do território, sem esquecer as importantes obras e intervenções a realizar no âmbito de parcerias com as Juntas de Freguesia”.