Ria de Aveiro I

Ria de Aveiro I

20/12/2020 0 Por Carlos Joaquim

I

Na ria de Aveiro

Quero um pequenino

Barco moliceiro:

Também sou menino.

II

Na ria de Aveiro

Podeis vir comigo:

Barco moliceiro

Nunca tem perigo.

III

Nunca se naufraga

Na ria inocente:

Do embalo da vaga

Vêm braços à gente.

IV

Quer vão ao moliço,

Quer soltem as rédeas

O mar é submisso

Aos barcos que vedes.

V

Brancas, amarelas,

Na ria de Aveiro

Se espelham as velas,

Brinquedo caseiro.

VI

Também sou menino,

Ó moças de Aveiro,

Dai-me um pequenino

Barco moliceiro.

Ribeiro Couto

Fonte: Entre Mar e Rio

Comentários: Naturalmente que, estas quadras estão deslocadas no tempo porque a realidade do presente é diferente daquele que foram escritas.

O movimento dos moliceiros esta manhã era impressionante, despertando a atenção não só dos turistas, como de outras pessoas que passeavam junto ao muro da ria, procurando registar a melhor imagem possível, quiçá para mais tarde se recordarem dos momentos que vivenciaram neste linda cidade de Aveiro.

Postado por Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto Imagem e Comunicação, podendo as imagens ser usadas na condição de que seja feita citação da fonte.