Manifestações anti-racistas na Europa marcadas por detenções e feridos

Manifestações anti-racistas na Europa marcadas por detenções e feridos

07/06/2020 0 Por Carlos Joaquim
Londres, Berlim, Hamburgo e Marselha foram algumas das cidades europeias onde os protestos pacíficos de sábado contra o racismo e em memória do afro-americano George Floyd registaram confrontos, com manifestantes detidos e polícias feridos.
Catorze manifestantes detidos e 10 polícias feridos foi o balanço dos confrontos em Londres durante os protestos pelo assassínio do afro-americano George Floyd a 25 de maio nos EUA, confirmou hoje a polícia londrina.
As prisões ocorreram depois de um pequeno grupo de manifestantes ficar “furioso e violento no final da tarde de ontem [sábado]”, explicou o superintendente Jo Edwards, referindo que na última semana de protestos um total de 23 os agentes ficaram feridos.
O ‘mayor’ de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, o primeiro muçulmano a liderar uma capital na União Europeia, elogiou as centenas de milhares de pessoas que protestaram pacificamente e disse que compartilhava sua “raiva e dor”, observando que “a minoria dos violentos” que atiravam garrafas e dispararam fogos de artifício “dececionavam a causa”.
“Precisamos de nos unir e erradicar o racismo onde quer que esteja”, disse Khan, que observou que “nenhum país, cidade, serviço policial ou instituição pode ser absolvido da responsabilidade de fazer as coisas melhor”.
A ministra do Interior britânica, Priti Patel, pediu à população para que não se manifestasse “pela segurança de todos” devido à pandemia da doença covid-19, enquanto a comissária de polícia metropolitana de Londres, Cressida Dick, alertou que concentrações com mais de seis pessoas são “ilegais” devido a restrições impostas ao combate ao vírus.
Na capital alemã, Berlim, também se registaram detenções de manifestantes e polícias feridos durante o protesto que aconteceu sábado contra o racismo e a violência policial em resposta à morte de George Floyd.