Comité Olímpico do Brasil destaca “eficiência” de Portugal no combate à pandemia

Comité Olímpico do Brasil destaca “eficiência” de Portugal no combate à pandemia

06/06/2020 0 Por Carlos Joaquim
O presidente do Comité Olímpico do Brasil (COB) indicou hoje à Lusa que a “eficiência” de Portugal no combate à covid-19 foi essencial na escolha do país para acolher atletas brasileiros, acrescentando que deverão ocorrer treinos conjuntos entre os países.
“Dentro deste cenário [de pandemia mundial], Portugal destaca-se no mundo pela condição eficiente de combater o vírus. Portugal é um país irmão do Brasil e possui uma estrutura desportiva bastante interessante. Já visitámos diversas vezes o país com as nossas equipas, temos uma relação profissional e de amizade muito boa com todos, o que nos permitiu seguir esse plano”, afirmou o presidente da COB, Paulo Wanderley Teixeira.
Após várias consultas a centros de treino em território nacional, Paulo Wanderley Teixeira indicou que recebeu do seu homólogo do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, “total abertura e boa vontade com os atletas brasileiros”, para um trabalho conjunto entre as delegações dos dois países.
“A nossa ideia é que a ida dos brasileiros pudesse também ajudar os atletas de Portugal num processo de retoma e preparação. Essa é a nossa intenção. Retomar a prática do desporto de alto rendimento e fazer treinos em conjunto com Portugal, que sejam positivos para os dois países, dentro das condições de segurança e das limitações ainda existentes, impostas pela covid-19”, afirmou à lusa o brasileiro.
Portugal foi o primeiro país europeu escolhido para acolher estágios de atletas olímpicos brasileiros, impedidos de treinar nas melhores condições no seu país devido à pandemia de covid-19, segundo anunciou o COB na segunda-feira.
Questionado se os atletas brasileiros irão cumprir quarentena na chegada a Portugal, Paulo Wanderley Teixeira frisou que estes estão dispostos a cumprir as determinações de cada cidade e de cada centro de treino que os acolher.
“Cumpriremos todos os requisitos que forem estabelecidos. Vamos avaliar o que temos de fazer ainda dentro do Brasil para dar garantia a Portugal de que os atletas estão saudáveis, em boas condições. Quando chegarmos a Portugal, realizaremos todos os processos internos que permitam que tenhamos a mesma liberdade que os atletas portugueses terão para cumprir os seus treinos”, reforçou.