A maior ponte suspensa do mundo é a esperança de recuperação para Arouca. “Toda a gente tem curiosidade e está à espera que ela abra”
O Turismo de Arouca está a enfrentar dificuldades devido à quebra gerada pela pandemia de covid-19, mas os empresários aguardam com expectativa a abertura daquela que será a maior ponte suspensa do mundo, já descrita como “extraordinária”.
Ainda em construção junto aos Passadiços do Paiva e segura por cabos de aço dispostos 175 metros acima do leito do rio, aquela que se antecipa como uma das principais atrações turísticas do distrito de Aveiro ainda só se pode apreciar ao longe, mas já exibe quase todo o gradeamento metálico que permitirá percorrê-la a pé, num trajeto que tem 516 metros de vão, e será ainda mais longo na prática, dada a curvatura aerodinâmica exigida ao tabuleiro.
O pórtico das Aguieiras é o ponto dos Passadiços mais próximo do pilar oeste da nova ponte, designada “516 Arouca”, e poucas foram as pessoas que na quarta-feira acederam a esse percurso pago ao longo das escarpas do Paiva, o que um dos zeladores da estrutura diz refletir uma afluência “muito fraca” comparativamente ao que era habitual.
“No fim de semana estivemos com lotação esgotada, mas isso também não foi nada de especial em relação ao que tínhamos antes, porque agora, com a covid-19, só podem entrar aqui 600 pessoas por dia”, contou José Amaral à Lusa, explicando que antes podia autorizar até 2.000 visitas por jornada.