100 dias de serviços abaixo do mínimo, onde nem sequer foram cumpridas promessas de 2015, e sem futuro melhor

100 dias de serviços abaixo do mínimo, onde nem sequer foram cumpridas promessas de 2015, e sem futuro melhor

29/04/2020 0 Por Carlos Joaquim
Filipe Nyusi fez nesta segunda-feira (27) uma resenha dos serviços abaixo do mínimo exigido que realizou durante os primeiros 100 dias do seu 2º mandato. O @Verdade descortinou que o Presidente da República nem sequer reconheceu as milhares de promessas de 2015 que foi incapaz de concretizar: 22 mil quilómetros de importantes estradas continuam em terra batida, milhões de crianças continuam a estudar ao relento ou que durante 5 anos construiu apenas dois dos 60 hospitais que prometeu. Mais desolador foi constatar a inexistência de uma visão clara de desenvolvimento de Moçambique até 2024.
Primeiro foi o conflito com a Renamo, depois as dívidas ilegais, seguiram-se as Calamidades Naturais, o terrorismo na Província de Cabo Delgado e agora é a pandemia do novo coronavírus, desculpas reais que não bastam para justificar os paupérrimos primeiros 100 dias do 2º mandato do Presidente Nyusi.
O 4º Chefe de Estado de Moçambique constatou o óbvio “a vida em Moçambique não parou” – porque os moçambicanos aprenderam a não esperar pelas esmolas do partido Frelimo-, e apesar da economia real que estar em recessão desde 2016 e parada há quase sete meses Nyusi foi incapaz de indicar como a retoma será feita ou pelo menos quão grave será o impacto da covid-19.
O futuro melhor continuam a ser “o projecto do barco flutuante Coral South FLNG e o projecto Mozambique LNG que a despeito da situação corrente deverão entrar em produção em 2023 e 2024, respectivamente”, declarou o Presidente da República que elencou os chavões repetidos nas últimas décadas: agricultura, industrialização, empreendedorismo, melhoria do ambiente de negócios.
Ignorando os milhões de crianças que continuam a estudar ao relento e os jovens que não podem concluir o ensino secundário por falta de escolas e professores Filipe Nyusi vangloriou-se “disponibilizamos 2.233 carteiras escolares, e ainda durante os primeiros 100 dias concluímos a construção de 58 escolas, entre as do ensino primário e do ensino secundário”.
O @Verdade apurou que as escolas indicadas pelo Chefe de Estado estavam em construção desde o mandato passado durante o qual nem sequer conseguiu cumprir a promessa de edificar 4.500 salas de aulas, ficando-se por apenas 3.004 salas para os ensinos primário e secundário.