Pandemia: Portugueses estão a fazer mais testamentos e procurações

Pandemia: Portugueses estão a fazer mais testamentos e procurações

22/04/2020 0 Por Carlos Joaquim

Ordem dos Notários registou um “aumento significativo” destes actos que muitas vezes estão a ser feitos presencialmente nos hospitais e lares. Sector registou quebra de 70% e pede medidas ao Ministério da Justiça.

A pandemia levou muitos portugueses a acorrerem aos notários para realizar testamentos.
O bastonário Ordem dos Notários, Jorge Batista Silva, adianta que “as solicitações para testamentos têm aumentado, o que é normal na pandemia que vivemos e que coloca em causa a saúde”.
“Procura-se preparar a sucessão caso aconteça alguma coisa, sejam cônjuges, filhos, pais ou até uma instituição a quem que se quer deixar legado”, argumenta.
A Pandemia da Covid-19 trouxe também mais pedidos de procurações. “Através deste acto, os que estão em isolamento severo conferem a alguém de confiança poderes para, por exemplo, levantar correspondência, coisas do banco ou outra situações, evitando deslocações desnecessárias.”
O bastonário da Ordem dos Notários explica também que se tem recorrido muito às procurações para realização de escrituras. “Evita que escrituras com elevado número de pessoas possam ocorrer com menos presentes no dia da assinatura”, explica.
No entanto, Jorge Batista Silva, afirma que o risco da actividade destes profissionais aumentou. “São muitas as deslocações a hospitais e lares para fazer estes actos. Os testamentos e procurações devem sempre ser feitos fora deles, mas, quando há condições e a entidade gestora do equipamento permite, estão a ser feitos presencialmente”.
Escrituras de compra e venda, partilhas por óbito ou divórcio, contratos de empréstimo por hipoteca, são muitos dos actos que continuam a ser realizados pelos portugueses nos notários.