INTERNACIONAL|IÉMEN: Caças sauditas atacam cidades no Iémen apesar do «cessar-fogo»

INTERNACIONAL|IÉMEN: Caças sauditas atacam cidades no Iémen apesar do «cessar-fogo»

16/04/2020 0 Por Carlos Joaquim

Esta madrugada, a aviação militar saudita lançou mais de duas dezenas de ataques contra posições em várias províncias do Iémen, depois de, há uma semana, Riade ter anunciado uma trégua «humanitária».

Um porta-voz do Exército do Iémen informou esta quinta-feira que «as forças aéreas da [coligação] saudita-norte-americana» lançaram pelo menos 26 ataques aéreos, a grande maioria dos quais atingiu a província de Marib.
A mesma fonte militar, que não adiantou informações sobre vítimas ou danos materais causados, disse que se registaram ataques sauditas também nas províncias de Jawf, Sa’ada e al-Bayda, refere a HispanTV.
Por seu lado, a cadeia estatal de TV al-Masirah deu ainda conta de bombardeamentos na capital do país, Saná, e na província homónima, bem como na de Amran.
Estes ataques ocorrem depois de, na quarta-feira da semana passada, as forças agressoras terem afirmado que iriam calar as armas no Iémen, alegadamente para apoiar os esforços das Nações Unidas com vista a pôr fim à guerra, que se prolonga há cinco anos, e impedir a disseminação da Covid-19.
O cessar-fogo – assim chamado pelos seus promotores – entraria em vigor ao meio-dia de dia 9, por um período de duas semanas, eventualmente extensível.
Trégua «enganadora»
No entanto, ainda antes da sua implementação, aviões da coligação liderada pelos sauditas lançaram ataques em pelo menos três províncias iemenitas. E os bombordeamentos prosseguiram logo após a entrada em vigor da chamada «trégua», segundo denunciaram responsáveis do Exército do Iémen.
O movimento Huti Ansarullah, aliado do Exército, não deu grande importância ao anúncio de cessar-fogo, que classificou como uma «manobra» dos sauditas, tendo ainda lembrado, em declarações à al-Mayadeen TV, que estes «anunciaram diversos cessar-fogos no Iémen mas violaram-nos sempre».
Já depois da implementação da dita «trégua», o movimento Huti Ansarullah afirmou que o cessar-fogo era «falso e enganador» e que a coligação liderada pela Arábia Saudita tinha, inclusive, intensificado a ofensiva contra o Iémen.