Nasceu uma Aliança que quer “fazer frente” ao cancro do pulmão
Várias entidades uniram-se para fundar a Aliança para o Cancro do Pulmão, um projeto que é apresentado hoje em Lisboa e que visa “fazer frente” ao tumor que não é o mais prevalecente em Portugal, mas o que mais mata.
Lançada no Dia Internacional da Luta Contra o Cancro, esta aliança foi inspirada no projeto internacional The Lung Ambition Alliance e reúne várias entidades, entre as quais a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Pulmonale, o Grupo de Estudos para o Cancro do Pulmão, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a AstraZeneca.
Em declarações à agência Lusa, o oncologista António Araújo explicou que a ideia partiu do que se observou noutros países em que “várias entidades e vários profissionais se uniram no sentido de combater uma doença que é altamente prevalecente na sociedade, o cancro do pulmão, e que tem um comportamento biológico muito agressivo e, portanto, tem uma taxa de mortalidade muito elevada”.
A Aliança para o Cancro do Pulmão “replica experiências que já foram feitas noutros países, nomeadamente nos Estados Unidos e Canadá, e replica uma experiência que foi feita com um organismo internacional, a Associação Internacional de Estudo do Cancro”, adiantou o diretor do serviço de oncologia médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto.
Segundo António Araújo, todas as personalidades e entidades se comprometeram em tentar “aumentar o conhecimento público acerca desta doença, tentar combater os fatores de risco que levam ao desenvolvimento do cancro do pulmão, nomeadamente o tabagismo, e tentar unir esforços no sentido de diminuir a mortalidade que esta doença causa”.