Fast-Track Cities 2020

Fast-Track Cities 2020

01/02/2020 0 Por Carlos Joaquim
A Diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida admitiu, na sexta-feira, dia 17 de janeiro, que o medicamento que previne o VIH e que é de uso exclusivo dos hospitais possa vir a estar disponível nas farmácias para poder chegar a mais pessoas.
Cerca de 1.200 pessoas estão a fazer profilaxia pré-exposição da infeção por VIH (PrEP) em Portugal, mas para se atingir um valor desejável será preciso aumentar por dez o número destas pessoas, defendeu Isabel Aldir, num evento na Câmara de Lisboa, no qual o presidente da autarquia, Fernando Medina, anunciou que a capital portuguesa vai acolher em setembro a conferência internacional Fast-Track Cities 2020.
A médica infeciologista explicou que a PrEP, que consiste na toma de medicação antirretroviral por pessoas que não vivem com o VIH, mas que se encontram em situação de elevada vulnerabilidade à infeção, «funciona de uma forma muito robusta», mas para tirar «todos os dividendos em termos de saúde pública» seria necessário abranger entre 10 mil e 15 mil pessoas.
Para alcançar este objetivo, defendeu algumas estratégias como rever a forma como é disponibilizado este medicamento classificado pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde  como de uso exclusivo das farmácias hospitalares.
«Isso pode passar por alterar essa classificação para que possa também existir na farmácia comunitária como tantos outros», disse Isabel Aldir à agência Lusa no final do evento.