Greve da função pública começa a ter impacto esta quinta-feira nos hospitais e recolha do lixo
“Os trabalhadores cujos turnos começam às 20h00 ou às 23h00 já estão cobertos pelo pré-aviso de greve”, diz o secretário-geral da FESAP, José Abraão.
A greve dos funcionários públicos que começa às 00h00 de sexta-feira terá os seus primeiros impactos ainda hoje ao final do dia, sobretudo nos hospitais e nos serviços de recolha de lixo, segundo fontes sindicais.
“Os trabalhadores cujos turnos começam às 20h00 ou às 23h00 já estão cobertos pelo pré-aviso de greve como é o caso do setor da saúde ou da recolha do lixo”, diz o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, à Lusa.
Esta estrutura sindical da UGT, uma das que convocou a greve, a par do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), estima que a paralisação de sexta-feira vai ter “um impacto acentuado em setores fundamentais como a educação, através do encerramento de milhares de escolas, a saúde, com adiamento de milhares de consultas externas, cirurgias programadas e exames complementares de diagnóstico, bem como dificuldades no funcionamento dos serviços administrativos dos hospitais e unidades de saúde”.
Também nas autarquias se prevêem constrangimentos, como é o caso da recolha do lixo, tal como nos serviços da justiça, atendimento das lojas do cidadão, registos e notariado e Segurança Social.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, da CGTP, convocou uma manifestação nacional para sexta-feira à tarde, em Lisboa, para a qual foi também emitido um pré-aviso de greve para assegurar a participação dos trabalhadores de todo o país no protesto.
“Convocámos uma manifestação, mas o dia será também de greve e centenas de serviços vão fechar em todo o país”, diz a líder da Frente Comum, Ana Avoila, à Lusa.