Atitudes em face da morte

Atitudes em face da morte

24/01/2020 0 Por Carlos Joaquim
Nosso mundo hedonista e gozador da vida de nada tem maior temor do que da morte. Só o pensar nela aterroriza-o, estraga todos seus prazeres. Entretanto, dela ninguém escapa.
Este é o tema que Peter Kwasniewski — escritor católico, autor, palestrante, editor, publicista e compositor — desenvolve em seu interessante artigo publicado no Life Site News sob o sugestivo título: Monges católicos revelam como se preparam para a morte em um mosteiro.
Kwasniewski [foto ao lado] começa falando com muita propriedade de uma das pragas de nosso tempo, a tão propalada eutanásia: “Uma prática antes considerada abominável — na verdade, simplesmente uma forma de assassinato a sangue frio daqueles que são mais vulneráveis ​​e mais merecedores de nossa atenção e carinho amorosos — está sendo promovida como a melhor maneira de ‘tirar alguém de sua miséria’, assim como um cavalo manco ou um animal de estimação frágil é ‘abatido’ pelo veterinário […]. Em vez de enfrentarmos a morte como sendo uma passagem purificadora para a vida eterna, tentamos mercantilizá-la como uma forma final de paliativo”.
Ele concorda que o medo da morte é natural, pois o próprio Filho de Deus o teve. Entretanto, escondê-la ou ignorá-la não adianta, além de ir contra o que diz a Sagrada Escritura: “Pensa nos teus novíssimos e não pecarás eternamente” (Ecl. 7, 40). Sabemos que os “novíssimos” são as últimas coisas que irremediavelmente nos acontecerão: a morte, à qual sucederão o juízo particular e — conforme nós tivermos vivido — o inferno ou o paraíso para sempre.