Filipe Nyusi deveria começar o 2º mandato cumprindo o que prometeu em 2015

Filipe Nyusi deveria começar o 2º mandato cumprindo o que prometeu em 2015

15 de Janeiro, 2020 0 Por Carlos Joaquim
Filipe Jacinto Nyusi toma posse nesta quarta-feira (15) para mais cinco anos como o Presidente da República. Mas antes das boas intenções que deverá renovar e com novas promessas que agora é que Moçambique tem tudo para dar certo o agora todo poderoso presidente do partido Frelimo, Chefe de Estado, Mais Alto Magistrado, Comandante em Chefe… deveria começar por cumprir o que prometeu em 2015 quando herdou um país em crescimento económico: reduzir para 57 o número de crianças por turma, aumentar para 60 o número de distritos com hospitais, fazer as fontes de água segura chegarem a 75 por cento dos cidadãos, incrementar até 50 por cento o saneamento adequado, construir 35 mil habitações, vias de acesso transitáveis em todas as épocas do ano… ou assegurar que “a alimentação condigna não deve constituir um privilégio”.
“Assumo a chefia do Estado e do Governo herdando um País em franco crescimento sócio-económico resultante dos esforços dos Governos e Administrações anteriores”, começou por assinalar Nyusi há exactamente cinco anos. Um ano depois Moçambique mergulhou na pior crise desde que abandonou o socialismo.
Com a descoberta das dívidas inconstitucionais e ilegais a dívida púbica externa tornou-se insustentável, a dívida pública interna começou a aumentar, as taxas de juro dispararam, o metical depreciou-se mais de 100 por cento e o país entrou em recessão não havendo até hoje políticas concretas para que a “Pérola do Índico” volte a crescer de forma sustentável, apenas a expectativa que o gás natural turbine o Produto Interno Bruto.
Filipe Nyusi prometeu: “Continuaremos a expandir a rede escolar, para reduzir a distância casa-escola e assegurar o apetrechamento em carteiras, bibliotecas e laboratórios e melhoria das condições de vida e de trabalho do professor”. Os salários dos professores continuam magros e nem sequer indexados à quantidade de alunos que não pára de aumentar.