Culto à Pachamama e risco de cisma na Igreja

Culto à Pachamama e risco de cisma na Igreja

15 de Janeiro, 2020 0 Por Carlos Joaquim
Ovaticanista americano John Allen prognosticou no site Crux, do qual é diretor, que daqui a alguns anos as pessoas se lembrarão realmente, sobre o recente sínodo da Amazônia, não das suas conclusões, mas do “episódio da Pachamama” — a Mãe-Terra dos índios do altiplano andino.[1] Ele se referia à cerimônia pagã celebrada por militantes da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), na presença do Papa Francisco e de Dom Cláudio Hummes, sob o pretexto de plantar nos jardins do Vaticano, no dia da festa de São Francisco, uma árvore trazida de Assis.
Durante um ritual em torno de uma manta posta no chão, sobre a qual estavam dispostas duas estatuetas de mulheres nuas e grávidas, na posição de dar à luz (e que o Papa Francisco identificou depois como sendo “estatuetas da Pachamama”), os participantes fizeram uma ciranda e sucessivas prosternações, levando a fronte até a terra, tudo isso entremeado com invocações e cantos.
Dois dias depois, o referido ídolo da Pachamama estava disposto dentro de uma canoa com outros objetos, diante do altar onde foi celebrada uma liturgia de inauguração do Sínodo, após ser carregada em procissão e colocada junto à mesa principal. Ela deveria posteriormente presidir as sessões do Sínodo. Cópias dos ídolos foram levadas à igreja de Santa Maria in Traspontina, onde se celebraram outros rituais idolátricos.
O jovem austríaco Alexander Tschugguel, convertido do luteranismo, retirou-as dos altares e as jogou nas águas do Tibre. Declarou depois que a leitura do livro Revolução e Contra-Revolução,de Plinio Corrêa de Oliveira, foi o que mais o convenceu a se tornar católico.