As chuvas de dezembro trouxeram madeira até às praias da Figueira da Foz. A Câmara está a limpar e diz que não multa quem quiser levar

As chuvas de dezembro trouxeram madeira até às praias da Figueira da Foz. A Câmara está a limpar e diz que não multa quem quiser levar

05/01/2020 0 Por Carlos Joaquim
Os cidadãos que assim o desejarem podem retirar a madeira acumulada nas últimas semanas nas praias da Figueira da Foz, sem que sejam identificados ou multados pelas autoridades, disse à Lusa o presidente da Câmara Carlos Monteiro.
As inundações na região a montante da Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, e o forte caudal do rio Mondego, que subsistiu durante vários dias, levou até à marina da cidade, praias interiores dos molhes do porto comercial (Forte e Cabedelinho) e aos areais marítimos de ambas as margens, uma quantidade anormal de detritos, desde jacintos-de-água – planta invasora fluvial que não sobrevive à água salgada – até troncos de árvore com vários metros de comprimento.
“Relativamente às praias, que diz diretamente respeito à Câmara, nós estamos a limpar e concertámos com o senhor comandante da Capitania que os populares que, cumprido a lei, queiram tirar [madeira] possam tirar. Mas nós estamos a fazer essa limpeza”, afirmou Carlos Monteiro.
O autarca avisou, no entanto, que continua a chegar “muito material” lenhoso à foz do Mondego “todos os dias”, manifestando que não será possível “manter as praias sem madeira” nos próximos tempos.
“Mas estamos a fazer esse trabalho”, reafirmou.
Num passado recente, em 2016, ano de outra inundação na região do Baixo Mondego, a acumulação de madeira na zona junto à foz do rio levou inúmeros populares até à praia do Forte, tendo parte sido recolhida por estes, também com o acordo da autoridade marítima e do comandante do porto da altura, desde que não fossem utilizados meios mecânicos, como motosserras ou outros.