Médico agredido “a soco e a pontapé” por recusar renovar baixa a utente. Sindicato exige que ministra crie condições de segurança

Médico agredido “a soco e a pontapé” por recusar renovar baixa a utente. Sindicato exige que ministra crie condições de segurança

02/01/2020 0 Por Carlos Joaquim
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamentou hoje mais um caso de agressão a um médico, instando a ministra da Saúde a criar condições de segurança para estes profissionais de modo a diminuírem o número de casos.
Um médico de clínica geral foi agredido a soco e a pontapé por um doente, durante uma consulta no Centro de Saúde de Moscavide, Lisboa, de acordo com o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.
Em declarações hoje à agência Lusa, o secretário-geral sublinhou que algo tem de ser feito para diminuir as agressões aos profissionais de saúde.
“A nossa pergunta é muito simples: O que é que a Senhora ministra da Saúde está a pensar fazer em relação a esta matéria? Não adiantam declarações vagas como a que teve a semana passada de solidariedade no geral [aquando da agressão a uma médica no Hospital de Setúbal na semana passada]”, disse.
No entendimento de Roque da Cunha, é preciso saber especificamente o que vai fazer Marta Temido para diminuir este tipo de situação por um lado e, por outro, criar condições para dar mais segurança aos profissionais.
“Na segunda-feira passada entregámos à Senhora Procuradora-Geral da República um pedido para intervenção, dado tratar-se de um crime público e também para que a procuradoria possa ter alguma intervenção nesta matéria”, contou.
De acordo com o secretário-geral do SIM, há um sentimento de impunidade muitíssimo grande.
“Tanto quanto é do nosso conhecimento nenhum dos agressores teve qualquer medida de coação, nem sequer foi presente a um juiz. Por isso, é preciso dizer basta e perguntar ao ministério o que pensa fazer em relação a esta matéria”, disse.
Para Roque da Cunha, tem de se agilizar a queixa, que tem de ser consequente com a forma como as queixas tem resposta.