Mundo | Não estamos em 1823… — Balanço da Safra Agrícola

Mundo | Não estamos em 1823… — Balanço da Safra Agrícola

27/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
A Sra. Maria Graham [foto ao lado] gostava de viajar por países exóticos. Foi o que motivou essa dama inglesa a visitar o Brasil em 1823, pouco depois de Dom Pedro I proclamar a Independência. Além de muito fina e distinta, era também muito inteligente, segundo opinião do próprio Imperador.
Em suas memórias, registradas no livro “Journal of the voyage to Brasil”, ela relata que ao desembarcar no porto do Rio de Janeiro, “ficou muito admirada ao ver que o povo não andava nu”. Ao que, o secretário de Dom Pedro, gracejando, comentou: “Ela pensava que aqui todos éramos bugres de tanga e penas…”.
Recebida pela alta aristocracia do Rio, ela pôde visitar inúmeros lugares e ficou encantada. Foi tal a sua impressão, que voltou por uma segunda vez no ano seguinte (1824), tendo assistido à abertura da Assembleia Constituinte, da qual resultou a melhor Carta jamais havida no Brasil, sobretudo se comparada à verdadeira colcha de retalhos votada em 1988, que além de não representar os anseios do povo brasileiro, tornou-se velha e decrépita em tão pouco tempo.
Se viva estivesse e voltasse hoje ao Brasil, outra surpresa com a qual Sra. Graham se depararia seria constatar que, apesar da nossa péssima Constituição, e de seus incondicionais defensores no Legislativo e no Judiciário, o Brasil se alçou à condição de sexta potência mundial, ultrapassando a própria Inglaterra. E isso graças ao agronegócio!
Trabalhando dignamente de sol-a-sol, com alta tecnologia, nos tornamos o segundo país em número de drones utilizados na agropecuária, e dispomos da segunda maior frota de aviões… agrícolas. Portanto, altíssima tecnologia para alimentar um bilhão e quinhentos milhões de pessoas mundo afora.
Do mesmo povo, quando necessário, que não foge à luta, e sabe combater rijamente os revolucionários semeadores do caos e da desordem, a ilustre visitante poderia parafrasear o que se dizia outrora da Áustria, cuja influência mundial se fazia pelo casamento de suas Arquiduquesas: “Enquanto outros povos fazem guerra, tu, feliz Brasil, plantas!”.
Ainda há pouco, nos quatro cantos da Terra, num estrondo publicitário universal contra o Brasil, só se falava em internacionalização da Amazônia, nas queimadas que a devastavam, no genocídio de brasileiros indígenas — quase tudo fake news, ora disseminadas comendo caviar, ora camembert regado por Romanée-Conti, ora sorvendo o uísque dos capitalistas ingleses.