Aqui, onde a vida é melhor, refugiados sírios aproveitam ceia de Natal para “festa e convívio”

Aqui, onde a vida é melhor, refugiados sírios aproveitam ceia de Natal para “festa e convívio”

24/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
Muçulmanos, razão pela qual não festejam o Natal, os cerca de 20 refugiados sírios renderam-se ao tradicional bacalhau e convívio da ceia promovida pela Cruz Vermelha de São João da Madeira, em Aveiro.
Com o cenário da guerra num passado longínquo e com um futuro promissor no horizonte, os elementos das famílias que falaram com a Lusa explicaram que, apesar de não festejarem a quadra, participaram no evento por ser uma oportunidade de “festa e convívio”.
Aya Kahwaji, de 19 anos, foi a porta-voz da família de 13 elementos que chegou a São João da Madeira a 28 de novembro, depois de sete anos no Egito. Partilha casa com o pai, a mãe, os irmãos gémeos mais novos, um outro irmão mais velho e a avó paterna. Os tios e dois primos vivem noutra casa.
“Aqui é melhor para os estudos e para o meu pai trabalhar. A vida aqui é melhor. Vamos para a escola durante o dia, de resto gostamos de ficar por casa ou vamos ao centro comercial comprar comida. Gosto muito das pessoas aqui, são muito queridas. Sorriem na rua e cumprimentam-nos sempre”, disse em inglês.
Aya tem tido aulas de português na Escola Serafim Leite, enquanto a família tem aulas com voluntários do Corpo Europeu de Solidariedade para ultrapassar a barreira linguística que impede o pai de Aya, Noor Kahwaji, de entrar no mercado de trabalho, depois de uma experiência num supermercado egípcio.