NATAL — Aos proprietários de estabelecimentos comerciais

NATAL — Aos proprietários de estabelecimentos comerciais

2 de Dezembro, 2019 0 Por Carlos Joaquim
Iniciando o mês natalino, vem a propósito a reprodução de uma carta muita antiga, mas de suma importância para os presentes dias. A missiva é datada de quase 80 anos atrás. Ela foi endereçada por Plinio Corrêa de Oliveira aos comerciantes a fim de incentivá-los a, no mês de dezembro, aproveitar suas vitrines para prestar homenagem — assim como uma manifestação de gratidão — ao Menino-Deus que veio à Terra para salvar o gênero humano. Sugestão que vale, evidentemente, para todos os pais e mães fazerem o mesmo em seus lares.
São Paulo, 5 de Dezembro de 1940
Prezado Sr.,
Aproximando-se agora as festas de Natal e de Ano Bom, todos os estabelecimentos comerciais da Cidade se aprestam a ampliar seus estoques, suas instalações e aperfeiçoar as exposições em suas vitrines, a fim de atender à imensa quantidade dos compradores que, por ocasião da festa do Menino Deus, querem proporcionar ao ambiente doméstico aquela fartura, aquela alegria e aquela serenidade própria das reuniões familiares felizes.
Entre estas famílias, que contam assim passar aos pés do Salvador algumas horas de tranquila satisfação, está certamente a sua. Para todos, a vida traz, ao par de alegrias reais, também incontestáveis dissabores. Não há uma única família que, fazendo junto à arvore de Natal ou ao Presépio a recordação dos fatos ocorridos durante o ano, não tenha a registrar satisfações verdadeiras e tristezas incontestáveis. E não há uma família que não se lembre de agradecer ao Menino Jesus os favores recebidos e de Lhe pedir a conservação das graças obtidas e a mitigação das dores e dos revezes ocorridos.
Quanta esperança não brilha com luz mais viva, diante da lembrança desse Salvador benigno e misericordioso, vindo ao mundo para redimir os homens! Quanta lágrima não se suaviza diante da convicção de que um Deus Bom, que governa todos os acontecimentos, sabe tirar o bem do mal e transformar em alegrias terrenas ou eternas os sofrimentos que são inseparáveis de toda a existência humana!