Mundo | Infanticídio indígena: uma realidade ocultada
Foi dura a realidade encontrada pelos portugueses ao aqui chegarem em 1500. Com efeito, os nativos não correspondiam ao mito do que Rousseau chamaria mais tarde do “bom selvagem” numa América paradisíaca. Antes de ser descoberto, o Brasil era habitado por um conjunto heterogêneo de tribos indígenas nômades e seminômades, contrárias a qualquer organização superior e em permanente estado de guerra entre si.
Entre eles predominavam práticas de canibalismo, sacrifício humano, infanticídio, eutanásia e muitas outras violações da lei natural, além de rituais sinistros, como o uso de bebidas alucinógenas, terminando quase sempre em atos de idolatria e aberrações morais. Ao tomar conhecimento de tamanhos absurdos, nem a Igreja nem Portugal se omitiram de levar a cabo suas iniciativas e obrigações, entre as quais ocupava especial lugar a propagação fé e do império.
Nesta colossal obra a unir altar e trono, nossos denodados antepassados atravessaram o oceano em precárias caravelas e aqui aportaram com milhares de missionários que se embrenharam pelas montanhas e selvas. Afastadas as trevas do paganismo, os indígenas conheceram o verdadeiro Sol da Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo, e aprenderam a amar a sua santíssima Mãe, a Virgem Maria, abrindo-se para eles as sendas da civilização cristã.
Assim nasceu o Brasil, com a dedicação épica dos descobridores, conquistadores, prelados, oficiais e soldados, fundadores de povos e cidades, evangelizadores, colonizadores e civilizadores. Passados 500 anos, como tudo é diferente nesse panorama, sobretudo se analisarmos o aspecto moral e religioso nos ambientes e costumes de nosso clero, de nossa elite dirigente, com reflexos não pequenos em inúmeros brasileiros.