Condenação por racismo: PS, BE e Livre rejeitam solidariedade com Bernardo Silva

Condenação por racismo: PS, BE e Livre rejeitam solidariedade com Bernardo Silva

23/11/2019 0 Por Carlos Joaquim
O racismo, e mais precisamente a condenação de Bernardo Silva, estiveram em destaque na sessão de sexta-feira, onde foram votados diversos temas, desde a morte do GNR à atualização da lista de edifícios com amianto.
O voto de solidariedade para com Bernardo Silva, devido à condenação por racismo, foi rejeitado no Parlamento com os votos contra de PS, Bloco de Esquerda e Livre, a favor de PSD, PCP, CDS, Chega e Iniciativa Liberal e a abstenção do PAN.
A votação sugerida pelo CDS referia-se a um voto de repúdio e condenação contra o racismo no desporto e de solidariedade para com o jogador da Seleção Nacional e do Manchester City e foi dividida em dois pontos.
O primeiro ponto, aprovado por unanimidade, decidiu “repudiar e condenar toda e qualquer prática de racismo, nomeadamente no desporto”.
O avançado português foi suspenso por um jogo e condenado a uma multa de 50 mil libras (58 mil euros) por ter publicado um tweet com a imagem de Mendy em criança acompanhado com a imagem do boneco conhecido da marca de chocolates Conguitos.
“Adivinhem quem é?”, escreveu o português na redes social, referindo-se ao amigo com quem tem uma relação desde os tempos do Mónaco.
Pesar pela morte de militar da GNR
Durante a sessão foram ainda aprovados os dois votos de pesar – do PS e CDS-PP – pelo falecimento do Cabo da GNR Jorge Gomes, que morreu em atropelado, quando prestava apoio a um acidente rodoviário. Sobre o mesmo tema, foi rejeitado o voto apresentado pelo Chega.
No texto assinado pelo deputado André Ventura era possível ler que Portugal é um “país em que tão pouco se respeitam as forças de autoridade, e em que diária e gratuitamente o Estado não valoriza devidamente todos quantos dedicam a sua vida à nossa, em serviço da pátria”.
A homenagem a José Mário Branco
O Parlamento aprovou por unanimidade e com aplausos de pé o voto de pesar pela morte de José Mário Branco.
“José Mário Branco deixa ao país um legado musical precioso, assim como um exemplo de inconformismo, rebeldia e coerência, que ajudaram também a construir a nossa democracia”, lê-se no voto de pesar, apresentado pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
Ao voto seguiu-se uma homenagem de pé, com os dois filhos e netos do músico nas galerias, e apenas alguns deputados do CDS-PP permaneceram sentados.