MOÇAMBIQUE | Barreira de protecção da costa da Cidade de Maputo edificada há 5 anos está a ruir, Município sem dinheiro para reparação

MOÇAMBIQUE | Barreira de protecção da costa da Cidade de Maputo edificada há 5 anos está a ruir, Município sem dinheiro para reparação

11/11/2019 0 Por Carlos Joaquim
Eneas Comiche revelou ao @Verdade que o Conselho Autárquico da Cidade de Maputo não tem dinheiro para reparar as secções da protecção costeira da marginal de Maputo que embora exista há apenas 5 anos não aguentou com a força do mar. As fragilidades da obra tornam-se evidentes numa altura em que Moçambique tem de começar a amortizar os 22 milhões de dólares pagos financiados pelo Fundo Saudita de Desenvolvimento e pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) e pagos aos empreiteiros egípcio e português.
Num dos primeiros dias de mau tempo da nova época chuvosa em Moçambique várias secções da barreira de protecção da costa da Cidade de Maputo desabaram. As Mudanças Climáticas, as ondas altas foram apontadas como as causadoras dos danos contudo a infra-estrutura inaugurada em 2014 por David Simango foi construída justamente para proteger a estrada.
Um olhar leigo notava há mais de 1 anos rachaduras e fissuras em vários locais da barreira que começa por baixo do viaduto Alcântara Santos e termina pouco depois do bairro do Triunfo.
A alguns metros do Jardim Centenário perto de uma dezena de blocos de concreto, colocados muros, tombaram e é possível vislumbrar que o passeio está a ficar “oco”. Algumas centenas de metros após o Clube Naval a murada também denota sinais de fragilidade e iminente derrocada. Mais dramático é o cenário entre o bairro do Triunfo e o Marés uma pequena parte do parapeito caiu mas três secções do paredão de protecção ruíram e as áreas adjacentes ameaçam desabar nas próximas marés vivas.
O @Verdade apurou que quando a derrocada aconteceu o empreiteiro chinês que reabilitou a avenida da Marginal e construiu a Circular de Maputo tentou minimizar os danos da barreira, como forma de proteger a estrada interditou o acesso as cercanias da área onde os danos são mais graves.