Religião | Rosário pela Venezuela

Religião | Rosário pela Venezuela

8 de Novembro, 2019 0 Por Carlos Joaquim
O problema da Venezuela “cubanizada” está cada vez mais tenebroso, com notícias diárias da pobreza a que foi reduzida sua população, a falta de alimentos, de remédios, e, sobretudo, a violenta repressão do regime ditatorial a qualquer manifestação de inconformidade. Por isso, em vários países se acenou para uma intervenção militar externa para depor o ditador Maduro.
Ora, um dos maiores problemas de uma intervenção na Venezuela é que ela se encontra ocupada, com a total anuência do governo chavista, não só pelos quartéis do narcotráfico, mas também por forças estrangeiras. Segundo fontes insuspeitas, nada menos de 22 mil cubanos controlam as Forças Armadas e os serviços de inteligência do país, 400 russos estariam a serviço de Maduro, cerca de 20 mil terroristas das FARC e do ELN colombianos encontram-se no território venezuelano, além de um número incerto de terroristas do Hezbollah. Por isso, uma operação militar contra o país poderia provocar um conflito de longas e imprevisíveis consequências para toda a América do Sul.
Deve-se em vista disso considerar que não havendo uma solução factível no plano temporal, o remédio mais eficaz é recorrer ao auxílio do Céu. Não só porque o afastamento da moral católica foi determinante para precipitar a Venezuela na atual situação em que jaz, mas também porque, como dizia a Irmã Lúcia, “não há problema, por mais difícil que seja, que não possamos resolver com a recitação do Santo Rosário”.
Nesse sentido, temos exemplos impressionantes de como a recitação pacífica do Santo Rosário obteve resultados surpreendentes nas mais complicadas situações políticas. Citamos apenas dois: a saída do comunismo da Áustria depois de ter-se implantado no país, e o ocorrido no Brasil em 1964.
Traição dos Aliados entrega a Áustria católica aos comunistas
Em 1938 a Áustria foi anexada pela Alemanha, tornando-se parte do eixo nazista. Terminada a II Grande Guerra Mundial, esses dois países foram divididos em quatro zonas de ocupação, administradas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética. Os Aliados então fizeram esta coisa abominável: entregaram parte da Áustria católica, onde estava Viena, aos comunistas soviéticos!
Ora, em menos de dois anos, a parte da Alemanha que estava sob a administração das potências ocidentais foi obtendo gradualmente sua independência política, o que não ocorreu com a que estava na zona soviética. Surgiu assim a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental. Os soviéticos, pelo contrário, favoreceram a reclamação de parte do território austríaco pelo ditador comunista Tito, mantendo férreo controle sobre toda a Europa Oriental, convertendo os países ocupados por eles em satélites de Moscou. Assim, para essas infelizes nações cativas não havia, naturalmente falando, esperança de liberdade.
Nossa Senhora inspira a recitação do Rosário
Foi então que um frade capuchinho, Frei Petrus Pavlicek [foto ao lado], decidiu apelar ao sobrenatural para libertar seu país. Nascido no Tirol austríaco em 6 de janeiro de 1902, após uma tentativa fracassada na vida religiosa ele entrou num convento capuchinho, onde foi ordenado sacerdote em 1941. Servindo no campo da saúde do exército alemão, foi capturado pelos Aliados em agosto de 1944 e libertado no dia 16 de julho de 1945, festa de Nossa Senhora do Carmo.

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