JUSTIÇA | Tribunal não conseguiu provar que havia sexo no Impacto Club

JUSTIÇA | Tribunal não conseguiu provar que havia sexo no Impacto Club

28/09/2019 0 Por Carlos Joaquim
A principal arguida de um processo em que duas mulheres responsáveis por uma “boîte” em Coimbra eram acusadas de lenocínio agravado e de explorar sexualmente várias mulheres foi condenada a quatro anos de prisão, com pena suspensa.
Na leitura do acórdão, a juíza Ana Gordinho disse que o tribunal não conseguiu provar que se praticava sexo dentro do “Impacto Club”.
“Não houve uma única testemunha que confirmasse esta versão e as escutas [telefónicas] também não levaram a essa conclusão, uma vez que o grosso das escutas se referiam a um bar de alterne e ‘striptease’”, afirmou a magistrada.
O Tribunal de Coimbra condenou a Adriana pelo crime de auxílio à emigração ilegal a uma pena de quatro anos de prisão, com pena suspensa por igual período, com regime de prova.
O coletivo de juízes presidido por Ana Lúcio Gordinho absolveu-a das acusações de lenocínio e branqueamento de capitais, que constavam na acusação do Ministério Público (MP).
Segundo o MP, esta arguida vivia “há muito à custa do ganho das prostitutas”, tendo explorado no final dos anos 1990 e no princípio do século XXI a residencial “Camélias Club”, na Mealhada, juntamente com outra mulher, conhecida por ‘Madame Filipa’, entretanto falecida.
Em 2011, regressou ao “Camélias Club”, visto que a antiga proprietária ficou doente, gerindo, ao mesmo tempo, o “Impacto Club”, na cidade de Coimbra, refere a acusação.