Mundo | “O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação” em Moçambique avalia professor Adriano Nuvunga

Mundo | “O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação” em Moçambique avalia professor Adriano Nuvunga

25/09/2019 0 Por Carlos Joaquim
Há poucos dias dos moçambicanos elegerem o seu 5º Presidente, um novo Parlamento e pela primeira vez Governadores provinciais o professor de Ciência Política e Administração Pública, Adriano Nuvunga, avaliou as eleições do próximo dia 15 como as “menos competitivas na negativa. A qualidade dos candidatos é baixíssima, é a mais baixa de sempre”. O também director Centro para a Democracia e Desenvolvimento declarou ao @Verdade que: “O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação”.
Subiu para 31 pessoas as vítimas mortais a campanha para as Eleições Gerais no nosso país Adriano Nuvunga considerou que “esta é não propriamente violenta, 1999 foi uma campanha violentíssima, 2004 foi uma campanha violentíssima, Gaza sobretudo, e 2009 também, mas houve menos mortes nesse tempo”.
“Mas uma coisa que houve também nesse tempo é que a imprensa estava muito mais activa e era muito mais independente. A imprensa hoje não está independente. A imprensa, as televisões cobrem dentro de uma estrutura propagandística. Na primeira eleição só havia TVM mas o Savana teve um papel histórico, o Metical teve um papel histórico, nessa altura lia-se jornais mas agora é tudo fast-food das televisões, e todas as televisões estão manipuladas, todas elas com a excepção da RTP. Esse é o figurino neste momento, há muita coisa que ocorre que a imprensa não mostra. Os helicópteros de Nyusi ninguém mostra, ninguém vai mostrar mas os próprios jornalistas andam lá dentro, mas não mostram. A real logística não é mostrada, em termos de liberdade de imprensa estamos piores”, avaliou o académico.
Nuvunga, que é professor do Departamento de Ciência Política e Administração Pública da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), afirmou ao @Verdade que o pleito que se avizinha será o “menos competitivas na negativa. A qualidade dos candidatos é baixíssima, é a mais baixa de sempre. A qualidade do debate político em moçambicana teve que ser rebaixado para se encaixar ao nível da qualidade dos candidatos que nós temos, são eleições competitivas em baixa não na alta onde já estivemos”.