Preservar é palavra de ordem e Braga, um distrito orgulhoso do património

Preservar é palavra de ordem e Braga, um distrito orgulhoso do património

17 de Setembro, 2019 0 Por Carlos Joaquim
O distrito de Braga é uma referência de riqueza de património, seja pelos locais classificados pela UNESCO, pela extensa produção científica, pelos valores arqueológicos ou pela mancha verde que ocupa grande parte do Minho, um legado que acarreta responsabilidades.
Para muitos, Braga é sinónimo de religião, mas a marca deixada pelo trabalho da Universidade do Minho (UMinho) é cada vez mais parte do património científico de uma zona reconhecida também pelo valor ambiental único do Parque Nacional do Gerês e pelas marcas de vários períodos da História – desde a ‘Roma peninsular’ ao visigótico e ao barroco.
Na cidade de Braga, se todos os caminhos vão dar a Roma, passam também por um dos mais recentes locais classificados como Património da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o Bom Jesus do Monte.
“A região de Braga é, essencialmente, marcada pelo culto mariano, de Nossa Sr.ª do Alívio, da Franqueira, da Fé. Em todos os concelhos temos esses lugares, com santuários maiores ou menores, como este [do Bom Jesus], o da Penha, o do Sameiro, o do S. Bento da Porta Aberta”, descreveu à Lusa o arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, que referiu ainda as “inúmeras peregrinações e romarias” no distrito.
“A arquidiocese de Braga é dotada de um património cultural e artístico que tem uma dimensões de que muito nos orgulhamos”, acrescentou.
Para um dos rostos do trabalho que elevou este ano o Santuário do Bom Jesus a Património da Humanidade, Varico Pereira, a classificação pela UNESCO aumentou o valor patrimonial reconhecido do distrito: “O distrito de Braga já tinha o centro histórico de Guimarães inscrito na lista de Património Mundial e agora mais este local. Não são muitos os distritos que têm dois sítios naquela lista”, salientou.