Politica | Eleições: Rio propõe reformas estruturais para ultrapassar “estrangulamentos”

Politica | Eleições: Rio propõe reformas estruturais para ultrapassar “estrangulamentos”

11 de Setembro, 2019 0 Por Carlos Joaquim
O líder do PSD, Rui Rio, defendeu ontem, em Fátima, que Portugal precisa de reformas estruturais para ultrapassar os “estrangulamentos” que afetam o desenvolvimento do país.
“O país tem estrangulamentos estruturais no seu funcionamento. O nosso desenvolvimento está condicionado por determinados estrangulamentos de ordem estrutural que temos de conseguir ultrapassar”, disse Rui Rio, numa iniciativa inserida no encontro dos Autarcas Sociais-Democratas.
Nesses “estrangulamentos”, o presidente social-democrata apontou para a reforma do sistema político, da justiça e da descentralização, “em nome do interesse nacional”.
“Não é possível na maioria deles serem ultrapassados por um único partido, nem que tenha uma maioria confortável no parlamento, seja ele qual for. Tem de ser sempre por acordos alargados”, acrescentou.
Na visão de Rui Rio, o país precisa de ter uma estratégia de crescimento económico, que “não existiu nestes últimos quatro anos”, para Portugal criar mais riqueza e poder resolver os seus problemas.
“Se não conseguirmos que Portugal cresça mais e melhor, todos os outros problemas serão muito difíceis de resolver”, avisou.
No patamar imediatamente a seguir, Rui Rio colocou a melhoria dos serviços públicos, que “pioraram substancialmente relativamente a 2015 com a governação do PS”.
Neste capítulo, o líder social-democrata elege a saúde como prioridade a seguir à economia, “que se não crescer coloca o problema da saúde mais difícil de resolver”, e acusou o Governo de António Costa de não cumprir a Constituição na questão do acesso universal dos portugueses ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“O nosso objetivo é melhorar os serviços públicos, em particular a saúde”, sublinhou o presidente do PSD, que situa o ambiente na terceira prioridade de um futuro Governo liderado por si, “para se atingir a neutralidade carbónica o mais rápido possível”.