Opinião | A águia e a promessa de Fátima

Opinião | A águia e a promessa de Fátima

20/05/2019 0 Por Carlos Joaquim
Ao contemplar certos aspectos da natureza, o homem muitas vezes fica tão tomado de admiração que sai de seu microcosmo para remontar a Deus, num verdadeiro ato de louvor ao Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. A Escritura Sagrada costuma mencionar com frequência a águia como a ave forte e veloz, que vive entre o céu e a terra. Contemplativa e guerreira, ela simboliza valores próprios a ensinar os homens a viver nesse vale de lágrimas com os olhos postos nas alturas.
Conhecida como a rainha das aves, a águia é combativa e majestosa, voa alto, muito alto, com a força própria de sua natureza nobre e, portanto, cheia de direitos. Se ela conquista os mais altos píncaros é graças à sua natureza, pois possui todas as prerrogativas de verdadeira rainha. Para indicar uma nação aguerrida que às vezes vem de longe para conquistar outros povos e submetê-los ao seu arbítrio, o Deuteronômio (28, 49) a compara a uma águia que irá devorar todos os frutos dos estados a serem subjugados. Não sem razão, os povos afeitos à luta costumam tomar por símbolo a águia.
No espírito do livro bíblico citado acima, as águias não se compadecem de suas presas. Assim acontecerá com toda a geração perversa e adúltera que abandona a Lei de Deus, passando a viver apenas para a satisfação de seus caprichos. De uma sociedade forjada por pessoas desse naipe não ficará pedra sobre pedra, como disse Nosso Senhor a respeito do povo judeu. Quais presas fáceis, elas poderão saltar como cabritos, mas a águia se apoderará delas para o seu sustento e o de seus filhotes.