Mundo | Jovem queimada viva na escola por denunciar assédio sexual
Nusrat Jahan Rafi, de apenas 19 anos, foi regada com combustível e queimada viva na escola que frequentava, no Bangladesh, depois de ter denunciado os abusos sexuais perpetuados pelo diretor do estabelecimento de ensino.
Rafi vivia numa pequena cidade a 160 km de Dhaka, a capital e maior cidade do Bangladesh. A jovem, de apenas 19 anos, estudava numa madraça, uma escola islâmica.
Segundo explica a BBC, no final de março, Rafi foi chamada ao gabinete do diretor que a terá tocado de forma inapropriada várias vezes. A jovem ainda conseguiu sair da sala antes da situação se tornar mais agressiva.
Depois do incidente, a estudante foi à polícia fazer queixa do que lhe tinha acontecido. O seu depoimento foi filmado pelas autoridades e acabou por ser publicado em alguns meios locais. Na sequência da denúncia, o diretor da escola foi despedido.
O que deveria ser uma mudança benéfica para a situação da jovem foi o início de um processo que terminou da forma mais trágica possível. Com o apoio de vários políticos locais, grupos de pessoas começaram a exigir a libertação do diretor e a ameaçar Rafi e a sua família.
No dia 6 de abril, onze depois do caso de assédio, Rafi teve que se deslocar à escola para fazer os testes do final de semestre. “Tentei levar a minha irmã à escola, mas não me deixaram entrar”, disse, à BBC, Mahmudul Hasan Noman.