Ministro da defesa sudanês anuncia detenção do presidente Omar al-Bashir
Segundo o vice-presidente e ministro da defesa, o general Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, deu conta numa conferência de imprensa na televisão estatal, al-Bashir foi detido e o país será governado por um conselho militar presidido por si durante um período de transição de dois anos, que será seguido de eleições. De acordo com a BBC, foi ainda declarado o estado de emergência durante três meses.
O presidente destituído está, segundo a CNN, em prisão domiciliária e a sua equipa de segurança substituída por membros do exército.
Ahmed Ibn Auf revelou ainda durante a declaração que a constituição sudanesa será suspensa e as fronteiras fechadas por tempo indeterminado. O espaço aéreo vai ser encerrado durante 24 horas.
Protestos a pedir a renúncia do presidente já decorriam desde o passado sábado nos arredores do complexo militar de Cartum. Omar al-Bashir, que há muito tempo é indesejado em vários países do continente africano e que é alvo de acusações por parte de instâncias jurídicas internacionais por genocídio, governou o Sudão durante mais tempo do que qualquer outro líder desde que o país se tornou independente em 1956.
O Comité Central de Médicos do Sudão, uma organização sindical da oposição, afirma que aumentou para 22 o número de mortos, desde sábado, entre os quais cinco militares que defendiam os manifestantes dos elementos do corpo de polícia.