Município de Loulé | Lembrar a arte de trabalhar cobre e latão

Município de Loulé | Lembrar a arte de trabalhar cobre e latão

11/04/2019 0 Por Carlos Joaquim
Esta quinta-feira, 11 de abril, a partir das 18 horas, realiza-se mais uma conversa sobre ofícios no Ateneu Comercial e Industrial de Loulé, numa iniciativa do Município de Loulé através do projeto Loulé Criativo.
Desta vez a conversa será sobre a arte de trabalhar o cobre e o latão, reunindo antigos e novos mestres para falar e refletir sobre o passado, o presente e as perspetivas de futuro para a caldeiraria em Loulé e na região.
Além dos caldeireiros desafiam-se outros conhecedores e profissionais, nomeadamente designers, decoradores, arquitetos, para uma reflexão sobre novas possibilidades de uso e novos produtos.
Trabalhar o cobre para produzir peças necessárias à vida doméstica ou mesmo à produção industrial é uma atividade bem antiga. Em Loulé, existiam caldeireiros nos primeiros anos após a conquista cristã, uma vez que o ofício aparece mencionado no foral concedido à Vila, por D. Afonso III, em 1266.
Mesmo a atividade mineira teve aqui expressão. Na periferia da faixa piritosa ibérica que se estende do Baixo Alentejo ao El Andévalo e Rio Tinto, na Andaluzia, o Concelho de Loulé já registou no passado atividade mineira na exploração do cobre, como o evidenciam os registos de mineração no território interior do Município.
No século passado, as caldeirarias “Barracha, “Carrilho” e mais recente, a “Caldeiraria Louletana” de Ilídio Marques que entrou pelo século XX, animaram e deram à cidade de Loulé a sonoridade do martelar ritmado no cobre e no latão, produzindo manualmente tachos, caçarolas, cataplanas, chocolateiras, alambiques, chaminés e outros peças.