Idai: Centro de Desastres Internacionais diz que ajudas devem ser feitas em dinheiro

Idai: Centro de Desastres Internacionais diz que ajudas devem ser feitas em dinheiro

26/03/2019 0 Por Carlos Joaquim
Os pedidos estão a ser feitos por organizações como a Cruz Vermelha, a Cáritas ou a Unicef, que referem que as ajudas às vítimas do ciclone Idai em Moçambique devem ser feitas em dinheiro em vez de bens.
Segundo explica o Centro norte-americano de Desastres Internacionais há três razões básicas para dar preferência a ajudas em dinheiro.
Por um lado, refere no seu site, as agências de ajuda usam as contribuições em dinheiro para comprar “exacta e especificamente aquilo que as vítimas do desastre precisam”.
Além disso, adianta o mesmo organismo, o dinheiro é fácil de transportar. “Transportar um contentor cheio de bens doados pode custar mais do que o próprio valor dos bens”, refere.
A terceira razão invocada remete para múltiplas vantagens, já que “permite comprar bens necessários nos mercados locais”, ajudando as economias da zona.
“O dinheiro é flexível e permite apoio cultural e nutricional, além de ter benefícios ambientais. Mais importante ainda, pode ser usado imediatamente em resposta a uma crise e permite às organizações de ajuda adquirir de imediato o que é realmente preciso quando é preciso”, explica o organismo.
A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 762 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.
O ministro da Terra e do Ambiente moçambicano, Celso Correia, sublinhou no domingo que estes números ainda são provisórios, já que à medida que o nível da água vai descendo vão aparecendo mais corpos.