UNITA define cinco áreas urgentes nas eleições de 2017

31 de Dezembro, 2016 0 Por Carlos Joaquim
Prioridades
do partido são os sectores da saúde, educação, habitação,
emprego e Segurança Social.
A
UNITA vê como prioritárias para as eleições gerais de 2017 cinco
áreas “de urgência”, envolvendo os sectores da educação,
saúde, habitação, emprego e Segurança Social.
A
posição foi hoje manifestada pelo presidente da UNITA, Isaías
Samakuva, em entrevista à Lusa,
quando questionado sobre a sua prioridade caso vença as eleições
gerais, previstas para Agosto.
“Elegemos
cinco prioridades que correspondem também a cinco áreas que nós
pensamos que precisam de medidas de urgência, como são as áreas da
saúde, educação, habitação e emprego, nós precisamos criar
empregos para os jovens e cidadãos e precisamos de garantir
igualmente a Segurança Social para o cidadão”, disse.
São
áreas que, afirmou, devem ser tratadas com políticas claras “para
mudar o rumo que o país tem tomado”.
Sobre
a corrupção instalada em Angola, o presidente da UNITA afirma que
uma eventual vitória eleitoral não envolverá uma perseguição a
elementos do actual regime, apontando antes para a solidificação de
um sistema judicial funcional.
“Caso
a UNITA vença as eleições, nós não faremos uma caça às bruxas,
nós vamos procurar imprimir um sistema de Justiça que funcione,
porque só com o sistema judicial funcional se pode impedir que a
corrupção continue a alastrar”, defende Samakuva.
“Temos
também de criar condições para que a mentalidade do cidadão saiba
que a corrupção é um cancro que destrói várias áreas do país”,
acrescentou.
Líder
da UNITA desde 2003, ao ser questionado sobre o seu futuro político
em caso de derrota eleitoral, Isaías Samakuva refere apenas a UNITA
está apostada em vencer em 2017.
“A
UNITA é um projecto de sociedade que continua a fazer o seu caminho
rumo à condução do país, pensamos que neste momento estamos em
condições de vencer as eleições em 2017. Mas se o povo em
eleições livres, transparentes, disser que ainda não está
convencido, naturalmente a UNITA vai continuar a explicar o seu
projecto que na minha maneira de ver é ainda muito melhor do partido
que dirige o país”, realçou.
Samakuva
considera que a alegada transição no seio do MPLA, com a anunciada
retirada de José Eduardo dos Santos, no poder há 37 anos, “é um
processo interno” e que “cabe aos militantes” daquele partido
conduzi-lo.
“Todos
nós estamos interessados que o processo seja bem conduzido para que
não caía numa eventual instabilidade que pode afectar o país”,
lembrou.
Disse
igualmente que apesar de crise económica que também teve reflexos
nas acções realizadas pelo partido em 2016, a UNITA registou um
crescimento de militantes.
“Este
ano nós realizamos várias actividades, mas não com a intensidade e
acutilância que nós gostaríamos de ter, devido mesmo ao actual
cenário económico do país. Mas ainda assim, devido ao caráter
audaz dos nossos programas, registamos um salto qualitativo, basta
dizer que de Março a Novembro a UNITA registou um crescimento de
mais de dois milhões de membros confirmados”, concluiu.
Sobre
a preparação das eleições gerais, o líder da UNITA voltou a
criticar o processo, por estar a ser conduzido pelo governo, através
do Ministério da Administração do Território, reclamando da
Comissão Nacional Eleitoral (CNE) maior responsabilidade.
“Pensamos
que a integridade e a boa condução do processo eleitoral dependerá
significativamente da CNE e a credibilidade dos resultados eleitorais
dependera sobretudo da CNE. Os seus dirigentes têm sobre si uma
responsabilidade muito grande que pode determinar a estabilidade ou a
instabilidade do país nos próximos tempos”, afirmou.
Segundo
Samakuva, a CNE, que “a princípio devia supervisionar esse
processo, não tem se preocupado o suficiente na execução das
tarefas que lhes são acometidas”, daí que “isso abre espaço
para que outras forças interfiram”.
“E
nós achamos que precisamos de chamar a atenção sobre isso”,
alertou.
Isaías
Samakuva considera mesmo que a CNE está “descoordenada”,
permitindo “interferências” no processo preparativo das
eleições.

“Os
meses que nos restam servirão certamente não só para afinar a
máquina mas para reunir condições e executar tarefas próprias
para a fase”, apontou ainda, sobre a preparação interna para as
eleições.
Fonte:redeangola.info/unita