Detidos 11 militares venezuelanos suspeitos de matar 12 pessoas

Onze
militares foram detidos na Venezuela por suspeita de serem os
responsáveis pela morte de 12 pessoas que estavam desparecidas desde
uma operação de combate à delinquência, anunciou no sábado o
Ministério Público.
militares foram detidos na Venezuela por suspeita de serem os
responsáveis pela morte de 12 pessoas que estavam desparecidas desde
uma operação de combate à delinquência, anunciou no sábado o
Ministério Público.
Os
corpos dessas 12 pessoas, desaparecidas desde outubro, foram
descobertos na sexta-feira e no sábado em diferentes zonas próximas
da localidade de Barlovento, no estado de Miranda, centro do país.
Segundo o Ministério Público, “foram detidas pelos militares
durante uma operação de segurança”.
corpos dessas 12 pessoas, desaparecidas desde outubro, foram
descobertos na sexta-feira e no sábado em diferentes zonas próximas
da localidade de Barlovento, no estado de Miranda, centro do país.
Segundo o Ministério Público, “foram detidas pelos militares
durante uma operação de segurança”.
Os
militares vão ser acusados formalmente e o Ministério Público
anunciou que solicitou proteção para as testemunhas ouvidas na
investigação.
militares vão ser acusados formalmente e o Ministério Público
anunciou que solicitou proteção para as testemunhas ouvidas na
investigação.
O
ministro do Interior e da Justiça, o general Nestor Reverol, afirmou
que as “ações unilaterais e individuais” destes militares
não representam “o espírito” das Forças Armadas. Também
as Forças Armadas expressaram a sua “rejeição categórica”
à atuação dos militares detidos.
ministro do Interior e da Justiça, o general Nestor Reverol, afirmou
que as “ações unilaterais e individuais” destes militares
não representam “o espírito” das Forças Armadas. Também
as Forças Armadas expressaram a sua “rejeição categórica”
à atuação dos militares detidos.
Em
julho, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz,
manifestou preocupação pela crescente insegurança no país e pelo
aumento de denúncias de violações dos Direitos Humanos nas
operações especiais das forças de segurança implementadas no ano
passado pelo Presidente Nicolás Maduro.
julho, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz,
manifestou preocupação pela crescente insegurança no país e pelo
aumento de denúncias de violações dos Direitos Humanos nas
operações especiais das forças de segurança implementadas no ano
passado pelo Presidente Nicolás Maduro.
“Preocupa-nos
as Operações de Libertação do Povo [OLP] pela quantidade de
denúncias que temos recebido. Temos um alto índice de funcionários
[polícias e militares] processados por violência, por [alegadas
violações dos] Direitos Humanos”, disse. “Estamos na
presença de uma insegurança que vem crescendo e isso tem a ver com
os planos que se têm implementado e as OLP”, afirmou,
sublinhando que “na medida em que a atuação dos corpos de
segurança é violenta, evidentemente [isso] propicia também
violência”.
as Operações de Libertação do Povo [OLP] pela quantidade de
denúncias que temos recebido. Temos um alto índice de funcionários
[polícias e militares] processados por violência, por [alegadas
violações dos] Direitos Humanos”, disse. “Estamos na
presença de uma insegurança que vem crescendo e isso tem a ver com
os planos que se têm implementado e as OLP”, afirmou,
sublinhando que “na medida em que a atuação dos corpos de
segurança é violenta, evidentemente [isso] propicia também
violência”.
Segundo
fontes oficiais, houve 17.768 homicídios na Venezuela no ano
passado, 82% deles com armas de fogo. Lançadas em julho de 2015, as
OLP fizeram 245 mortos num ano, segundo a procuradora. As OLP são
operações das forças de segurança venezuelanas para combater a
insegurança no país. Organizações de defesa dos Direitos Humanos
têm denunciado execuções sumárias, detenções arbitrárias e
perseguições ilegais ao abrigo das OLP.
fontes oficiais, houve 17.768 homicídios na Venezuela no ano
passado, 82% deles com armas de fogo. Lançadas em julho de 2015, as
OLP fizeram 245 mortos num ano, segundo a procuradora. As OLP são
operações das forças de segurança venezuelanas para combater a
insegurança no país. Organizações de defesa dos Direitos Humanos
têm denunciado execuções sumárias, detenções arbitrárias e
perseguições ilegais ao abrigo das OLP.
Fonte: CM
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