360º – Ronaldo, Nani e os outros: todas as histórias da ida de Portugal à final

07/07/2016 0 Por Carlos Joaquim

360º

Por Miguel Pinheiro, Diretor Executivo
Bom dia!
Enquanto dormia…… Portugal chegou à final do Euro – e vai ver que hoje, esteja onde estiver, não se vai falar de outra coisa. No Observador, acompanhámos tudo segundo a segundo, minuto a minuto. Nacrónica do jogo, o Diogo Pombo disse o que havia a dizer sobre o selecionador que garantiu que só voltava a Portugal a 11 de julho: “É um homem de palavra, o Fernando Santos. Vemo-nos no Stade de France.”
Bruno Vieira Amaral concorda. No texto de opinião que publicou logo a seguir ao jogo, escreveu: “Ele disse que só regressava a 11 de julho. Eu achei que ele estava maluquinho. Agora acho que ele sabe qualquer coisa que nós não sabemos”.
E os futebolistas, sabem o quê? Sabem muito. Rogério Casanova, que consegue juntar no mesmo parágrafo Bruno Alves, Jean-Claude Van Damme e Susan Sontag, analisa um a um os jogadores de Portugal.

Há dois que merecem a nossa atenção especial: Ronaldo e Nani, que marcaram os golos da vitória. O primeiro tem 31 anos, o segundo 29. Passaram por Alvalade quando eram miúdos, jogaram juntos no Manchester United e andaram inseparáveis pela seleção. O Tiago Palma conta a história da amizade que vai levar Portugal a Paris.

O jogo passou do sono à euforia, e da euforia à festa. A internet não resistiu e fez piadas com tudo (incluindo com o intruso que tirou uma foto com a seleção).

Podem brincar à vontade, mas a verdade é que foi um jogo de recordesRonaldo é, com Platini, o jogador com mais golos em Europeus; Renato Sanches é o mais jovem de sempre a atuar numa meia-final; Rui Patrício é o guarda-redes com mais jogos em Europeus; e mais ainda.
Da Nova Zelândia à Índia e do Brasil a Espanha, os jornais estrangeiros falam hoje todos do mesmo: de uma exibição “brilhante”.
As fotografias contam a história toda: a história de um golo decisivo (aqui), a história do jogo de ontem (aqui); e a história do caminho de Portugal até à final (aqui).

E agora, no domingo, vêm aí os alemães, ou os franceses. A quem é que será mais fácil ganhar? As forças e fraquezas de uns e dos outros estão num texto do Tiago Palma e do Hugo Tavares da Silva. Portugal vai ser o underdog.

Informação relevante (porque, parecendo que não, também há outras notícias)No Parlamento, hoje à tarde é dia de debate sobre o estado da Nação. No Observador, vamos seguir tudo em direto, com vários jornalistas na Assembleia – e, ao longo do dia, vamos publicar muitos artigos (análise, opinião, vídeos) sobre o tema. Para já, recomendo-lhe dois. O primeiro junta seis visões sobre o estado do país: do governo, da esquerda, da direita, dos sindicatos, dos patrões e das ONG. O segundo é a opinião de Helena Garrido: “Hoje estamos pior do que há ano. Sem o sentirmos. Em 2017, se a política e as políticas não se corrigirem estaremos pior ainda. Com uma diferença. Vamos deixar de ter a ilusão de prosperidade.”

Esta notícia de ontem do Observador pode marcar o debate no parlamento. A DBRS, a única agência de rating que mantém Portugal acima de “lixo”, está preocupada. Aliás, duplamente preocupada. Está relativamente preocupada com a possibilidade de Portugal sofrer sanções da Comissão Europeia. E está muitíssimo preocupada “com a forma como o Governo português vai responder às medidas adicionaisque deverão ser necessárias para corrigir o défice”.

Mais más notícias: o comissário alemão Günther Oettinger defendeu publicamente que a Europa tem que aplicar sanções a Portugal e a Espanha, porque senão perde a credibilidade: “Nenhum dos países respeitou as metasorçamentais com que se tinham ambos comprometido. Se desenhamos regras comuns, tem de haver adesão às regras”.

Revelando a clássica subtileza de um elefante numa loja da Vista Alegre, Mário Centeno foi ao parlamento dizer que há “um desvio enormíssimo”, de cerca de três mil milhões de euros, no plano de negócios da Caixa Geral de Depósitos. A responsabilidade, segundo o ministro das Finanças, é do governo anterior. Mas, segundo o Negócios e o Económico, a queda das taxas Euribor explicam parte do “desvio”.

Uma auditoria da Deloitte diz que os credores comuns do BES conseguiriam recuperar 31,7% dos créditos se o banco tivesse ido para liquidação em vez de resolução. Agora, têm direito a compensação, mas, escreve a Ana Suspiro, podem ter que esperar anos.

Ao fim de sete anos, foi publicado o relatório definitivo sobre a participação britânica na guerra do Iraque.Conclusão: o então primeiro-ministro, Tony Blair, exagerou a ameaça do regime de Saddam Hussein, para justificar a invasão. Blair reagiu de imediato: “Sinto mais pena, arrependimento e culpa do que poderão alguma vez saber ou acreditar”.

Hillary Clinton está definitivamente safa.  A procuradora-geral dos Estados Unidos confirmou ontem que “não vai apresentar queixa” contra a candidata democrata no caso do uso do seu correio eletrónico pessoal em comunicações oficiais. Não há processo, mas a polémica não vai desaparecer da campanha.

Lionel Messi e o pai foram condenados a 21 meses de prisão por fraude fiscal. Apesar de tudo, tiveram sorte: como a pena é inferior a dois anos, nenhum deles irá para a cadeia. De qualquer forma, vão recorrer da sentença.

Dulce Félix trouxe a medalha de prata para Portugal. A atleta ficou em segundo lugar nos 10.000 metros do Campeonato da Europa de atletismo em Amesterdão

Os nossos Especiais

“A noite em que Stalin foi à ópera” é o título do artigo. José Carlos Fernandes aproveitou um livro de Julian Barnes (O ruído do tempo) e um disco de sinfonias de Shostakovich para escrever sobre a trágica “colisão entre arte e poder” na União Soviética. Acredite: vai valer a pena guardar uns minutos do seu dia para ler.

Notícias surpreendentes

Hoje há cinema. E o crítico do Observador recomenda “O amigo gigante”. Eurico de Barros dá cinco estrelas ao primeiro filme de Steven Spielberg para a Disney, adaptação de um livro infantil de Roald Dahl, e elogia a sua  “inventividade narrativa, imaginação estralejante e capacidade de encantamento”.
Outros dois filmes merecem comentário. Um, por más razões: “A lenda de Tarzan” é “uma tentativa falhada de conciliar a aventura de grande espetáculo com os melindres da agenda politicamente correta dos nossos dias”. Outro, por razões mais ou menos: “Um traidor dos nossos” é a adaptação de um livro de Le Carré e “é suficiente para entreter decentemente durante o pouco mais de hora e meia que dura”.

Hoje começa mais um festival de verão. O Pedro Esteves explica-lhe o que não pode perder nos três dias do Alive. E já sabe que o Observador vai estar em liveblog permanente, a acompanhar tudo o que se vai passar nos vários concertos.

Os mais ricos do mundo (aqueles que são mesmo, mesmo ricos) têm hábitos surpreendentemente modestos. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, conduz um Volkswagen Golf GTI; o investidor Warren Buffet vive na mesma casa desde 1958; Amancio Ortega, dono da Zara, come na cantina da empresa. Há mais, como pode ver aqui.

Quer usar o email “like a boss”? Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg, dois altos responsáveis da Google, dão nove boas dicaspara não lhe escapar nada.

De certeza que já reparou que há pessoas que chegam sempre ao fim do dia mais mordidas por mosquitos do que outras. Se calhar, você é uma dessas pessoas. A Carolina Santos explica porque é que isso acontece: tem tudo a ver com genética.

O que é que está no “lado errado” dos monumentos?Quando viramos as costas ao Taj Mahal, às Pirâmides de Gizé ou ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, o que é que vemos? Descubra a resposta surpreendente nesta fotogaleria.

Como vê, já tem muita informação para começar o dia. Enquanto não chegamos a domingo e à final do Euro, vai poder ler, no Observador, muita informação sobre a seleção. E sobre tudo o resto, como o debate do estado da nação, que começa daqui a poucas horas, ou a possibilidade de surgirem novidades em Bruxelas sobre as sanções a Portugal.
Até já!

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