Macroscópio – O significado de uma coincidência, ou a história de um muro e de uma revolução

25 de Novembro, 2015 0 Por Carlos Joaquim



Observador, José Manuel Fernandes
De: Não Deixa de Ser Uma extraordinária do Coincidência tivesse Sido não exacto Dia do 40º Aniversário do 25 de Novembro Que o Presidente da República aceitasse uma Composição fazer that Primeiro Governo, dados DEPOIS DESSA, Conta nenhuma Parlamento – SABE-se la POR Quanto tempo – com o Apoio das Forças de extrema-Esquerda that were derrotadas Nesse dia. Uma derrota that implicou O Fim do PREC (processo revolucionário em curso), a pacificação do país e that permitiu that uma Assembleia Constituinte completasse OS SEUS Trabalhos, consagrando hum regime democrático de tipo Ocidental, Uma “democracia burguesa” que poucas Semanas Antes, n’uma entrevista a jornalista italiana uma, o Líder do PCP, Álvaro Cunhal, garantira that never existiria em Portugal.
 
Mas os antes de recordarmos o Que se Passou Nesse dia – cuja Memoria e significado E Demasiadas vezes esquecida – importa Começar Pela actualidade. Primeiro Que Tudo, Porque Já conhecemos o elenco do XXI Governo, that  tomara posse Amanhã. São  17 Ministros  (Só Uma Vez, na Nossa História Democrática, houve hum Governo com Tantos Ministros) e  41 secretários de Estado. A maioria das analyses produzidas desde o Conhecimento da Composição do Executivo – O Primeiro faça PS apoiado Pela extrema-Esquerda, pois nsa foi dito que “Caiu o muro” – apontam parágrafo considerar that este Será, Muito Político e de combate, mas that also inclui nomos that surpreenderam, tanto Pela positiva Como Pela negativa. Façamos algumas ENTÃO REFERÊNCIAS um cessos Textos, POR Regra Mais Analíticos:

  • A Equipa de Costa: 7 Sinais e incógnitas, de David Dinis Aqui no Observador. Escrito AINDA Antes da Lista oficial Ser confirmada (mas Já com Todos os nomes não Lugar), um dos Pontos that surpreendeu O Nosso diretor editorial foi uma Concentração de Poder em António Costa, algo um that Chamou “L’Etat c’est moi.  Não Governo de Costa NÃO haverá Vice-Primeiro-ministro – ISSO Já se antevia. Mas a avaliar Pela Lista divulgada ESTA terça-feira Pela TSF (Que Não É um oficial, Convém frisar), tambem nao haverá Ministros de Estado. A Confirmar-se, E algo Que Não Se há Muito via (desde Guterres, na Verdade). Sem Novas hierarquias Internas. O posto de Comando Ficara Concentrado em São Bento. Será, Uma Questão de Somenos? TALVEZ NÃO tanto, se olharmos PARA O Caso do Ministro das Finanças. Tendo em Conta o estado em that (AINDA) Estamos, Mário Centeno precisava fazer Estatuto Para Todos – Dentro do Governo – saberem that A Palavra DELE seria final. Será, sempre Mais fraco se para NÃO.
  • Um Governo nsa Arames, de Luís Aguiar-Conraria, tambem não Observador, that MESMO considerando Que houve “Erros de fundição” (na Educação, Por Exemplo), reconhece que “Regra Geral, o Primeiro-ministro António Costa apresentou nomos fortes e that , se tivessem condições, poderiam desempenhar Bem OS SEUS cargas. “Só that NÃO SABE se” Costa, that Tão maquiavelicamente manobrou o Seu Caminho Para Chegar um Primeiro-ministro, Lhas consegue dar. NÃO Confundo desejos com previsões e, apesar de a Prever o Pior, Desejo-LHE O melhor. “
  • Um Governo teso, Uma Análise de Pedro Santos Guerreiro nenhuma Expresso Onde se Faz Uma breve Apreciação (e classificação) de Cada ministro, considerando Que este é “hum Governo com Muita gente politicamente potente e com algumas PESSOAS tecnicamente fortes – um e em that poucos São As Duas Coisas. Será, Uma Equipa parágrafo Resistir Mais do Que reformar para, that Nisso Depende Totalmente fazer Líder, parágrafo O Que Quiser Fazer e parágrafo O Que Quiser Fazer NÃO. Aqui, Costa e Mais Que chefe, patrão E, that manda num Governo AINDA ASSIM minoritario. “
  • Bem-vindos À Política pura!, De Raul Vaz nenhuma Diário Económico, Onde Já se Fazem Cenários Sobre o Que Será uma Relação Deste XXI Governo com o Próximo Presidente da República se este vier a Ser Marcelo Rebelo de Sousa, mas Onde also se nota que “Ministros Os de António Costa Branca – São marca da Confiança Pessoal e politica do Primeiro-ministro. Um pelotão de guardas PRONTO PARA o combate. Há excepções num Conselho de Ministros Que, apesar do vento de facilidades, terá de lidar com constrangimentos de austeridade Financeira. A Teoria do melão (SO DEPOIS de Aberto se Verá se presta) colhe em Mário Centeno, Manuel Caldeira Cabral, Constança Urbano de Sousa UO Adalberto Campos Fernandes. Ou Francisca Van Dunem, uma mulher com Poder nenhuma Ministério Público, em tempos de Processos Políticos. Todos competentes, reconhecidos NA SUA área de Actividade, com Caminho Para provarem na arte da Política “.
  • António Costa Chega de burro a São Bento, no Jornal de Negócios, um texto em ue Celso Filipe Faz Uma analogia between uma Caminhada real de Costa e hum Episódio de Uma Campanha autárquica Pará uma Câmara de Loures:  “Costa, parágrafo já, atravessou uma Parede Dessa aparente impossibilidade: O Casamento de Interesses Entre o PS, o PCP EO BE. Montado nenhum burro Seu teimoso, ultrapassou a hostilidade do Presidente da República e Chega Ao Poder. Só por ISSO IRA Ficar na AINDA Curta História da democracia portuguesa. Contudo, o Mais Difícil ESTÁ parágrafo vir. O PS, enquanto Governo, vai ter de conciliar a SUA vocação europeísta EO Respeito Pelos Compromissos assumidos com Bruxelas, com uma Visão estatizante that o PCP EO BE MET da Economia e com o Seu indisfarçável Desejo em Aumentar a despesa, um Perigoso vírus Pará como Contas Públicas “.
  • À espera da Realidade, o editorial de Nuno Saraiva nenhuma Diário de Notícias, CONCLUI que “este Será, hum Governo ao Centro apoiado Pelas esquerdas. Perante uma ausencia de alternativa, Cavaco “indicou” António Costa parágrafo Primeiro-ministro. A Direita, resignada, fez OSU da retórica Que se Esperava. Como esquerdas congratularam-se. Resta vai saber Quanto ritmo Tudo Isto Resistir Ao choque com a Realidade. “
  • Mas deixemos ágora como reacções à nomeação de Costa e Ao Conhecimento da SUA Equipa parágrafo recuarmos Até Ao 25 de Novembro, NÃO Que tenha havido MUITAS Reflexões Sobre a Coincidência that assinalámos nenhum boletim Desta Arranque, Más por Ser Importante recordar O Que ENTÃO SE Passou OE Seu significado. TALVEZ o texto Único that today estabelecia Uma Relação Entre O Fim do PREC EO Início Desta nova era na Política tenha Sido Uma Pequena nota de Eduardo Dâmaso não Correio da Manhã,  Memórias de Abril. E ai que se nota que “O 25 de Novembro de 1975 dados E UMA maldita parágrafo um Esquerda fazer PS. O PCP ea extrema-Esquerda were derrotados cabelo grupo militar de Eanes, mas, Sobretudo, Pela Liderança Política de Mário Soares. A Política Identidade do PS foi, aliás, Mais construida no 25 de Novembro do que no 25 de Abril. Tambem foi ai que se forjou o Conflito Entre o PS ea SUA Esquerda. Rosto Percebe-se that today OS Socialistas NÃO queiram meter-se em Questões that consideram ” Artificiais à fragilidade fazer a Acordo Que Tem com PCP e BE. Mas ISSO É O MESMO that ir apagando como Memórias do PS e do Seu Líder histórico, Que foi o vencedor do PREC “. Sobre o 25 de Novembro e Os Dias de Hoje, Maïs Duas REFERÊNCIAS:
    • Em Novembro de 2016 Falamos, um texto de Helena Matos não Observador Onde se estabelece hum curioso paralelo: “Dir-se-á Que em 2015 Não Há Militares, NEM Riscos de golpes, NEM carros de combate NAS Ruas, que no país do norte Forquilhas como ágora decoram Museus Rurais e se reivindica APENAS that como autarquias organizem Mais Passeios e distribuam gratuitamente Aparelhos par Medir a Tensão, that Eanes E Conferencista e Jaime Neves Já Morreu. É Verdade mas estao OS Mercados em Seu Lugar. Não São uma MESMA Coisa mas Ambos São operacionalmente eficazes a impor Aquilo Que precisam de: Estabilidade e interlocutores Políticos “.
    • O 25 de Novembro ea Opção Ocidental, de João Carlos de Espada não Público, that Evoca hum ciclo de Conferências promovido Pela sociedade civil – e organizadas POR António Barreto, João Salgueiro, Luís Aires de Barros, (Geral) Luís Valença Pinto, Manuel Braga da Cruz e (Geral) Vasco Rocha Vieira – Para se interrogar: “Por Que Motivo estarão Tantas PESSOAS um evocar o 25 de Novembro de 1975 – Subsídios de SEM do Estado, or Sequer Partidos Políticos de? A pergunta TALVEZ tenha Alguma pertinencia, when Sobretudo, Precisamente na Passada quinta-feira, PS, BE e PCP decidiram não Parlamento that uma Celebração dos 40 ano faz 25 de Novembro NÃO tinha Relevância “.
    • Agora, modéstia à parte, julgo that that uma Conversa tiva Hoje com Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto e foi editada nenhuma Observador com hum título sugestivo:  Que sucedeu MESMO no 25 de Novembro? ELES explicam. Uma Conversa Que foi, Além de Muito informativa, permite Compreender Melhor O Papel, diâmetro Nesse, de Ramalho Eanes e Melo Antunes, Mas que coloca MUITAS Dúvidas Sobre o Comportamento sempre equívoco fazer ENTÃO Presidente Costa Gomes. De Uma das partes Mais Interessantes E QUANDO SE Explica Como uma nova Relação de Forças SAÍDA fazer 25 de Novembro permitiu uma Assembleia Constituinte that desenhasse o modelo da democracia representativa Nossa definitiva. Mais that fazer isso: Como o facto de se ter escolhi hum Sistema semi-presidencial Resulta TAMBÉM da necessidade de legitimar cabelo voto hum Presidente da República that tivesse Autoridade parágrafo Fazer regressar OS Militares AOS quartéis. Muito interessante. Recordemos POR FIM OS acontecimentos de há 40 ano. Algumas REFERÊNCIAS:

      • 25 de Novembro. O fim da Revolução, mas Só Para Alguns, um texto de Catarina Falcão não Observador that comeca com Uma interrogação: “Golpe de Estado UO contrarrevolução? AINDA HOJE Opiniões between como protagonistas e historiadores dividem-se Quanto Ao Que Aconteceu a 25 de novembro de 1975. Não entanto, Uma consequencia Direta da desmobilização dos Militares Que tinham Como Objetivo Prosseguir com a Revolução foi o FIM de varias Forças Políticas Que se colocavam Um Esquerda fazer PCP e that desapareceram fazer panorama Político português “.
      • O PCP? NÃO TEVE nada a ver com o golpe do 25 de novembro, novo texto do Observador, este parágrafo expor uma forma Como o PCP sempre se procurou distanciar dos Militares that desencadearam como Operações e Que, DEPOIS, were derrotadas Pelas unidades Militares Fiéis AOS moderados. Inês Mendes recorre como versões that Álvaro Cunhal apresentou AO Longo de dos anos Que, MESMO marcando distancias, CLASSIFICA o desenlace Como um “golpe contra-Revolucionário”.

      (SEJA Ou, continuam como o logotipo controvérsias e há Muita Investigação histórica AINDA POR Fazer, algo that Jaime Gama sublinha na abertura da Conversa Que citei Atrás.)

      • 25 de Novembro. O culminar Inevitável de Tensões e confrontos, um texto de Alexandra Carita nenhuma Expresso, muito baseado num historiadora Deste Período, Maria Inácia Rezola. Pequeno extracto: “” Não LHE chamaria o golpe, falaria as antes dos golpes “, Afirma. “Sabemos na Prática Que como Ações Militares começam com uma Ação dos paraquedistas, com uma das Ocupação bases, Desenvolvimentos com OS nenhuma Palácio de Belém, sabemos Como E Que OS Comandos respondem APOS Terem uma Ordem de Costa Gomes. Mas a grande Questão E o Que afinal paraquedistas OS fez SAIR? E nessa pergunta Que Tem multiplas respostas multiplas e Interpretações, vamos Encontrar Vários golpes e Vários 25 de Novembro “, supor, Tomando Uma posição de historiadora that Valoriza Acima de Tudo a contextualização dos acontecimentos.”
      • “Um TEM História hum Problema: o Seu Uso e Manipulação política”, de Manuel Carlos Freire nenhuma Diário de Notícias, um texto Onde se assume that o pretexto parágrafo a recordar ESTA dados E uma reaproximação do PS Ao PCP. Aqui Já fala hum historiador, Luís Nuno Rodrigues, that Defende Uma Visão Muito Próxima da fazer PCP e com a linguagem da Esquerda radical: “o 25 de Novembro” Ainda e Presente “por Nesse dia ter ocorrido” um golpe de Estado “da Direita “disfarçado de Contragolpe de Estado” contra a Esquerda progressista EO Programa do Movimento das Forças Armadas (MFA). “

      Estas citações mostram Até Que Ponto Influenciar, OU MESMO dominar, o discurso histórico PODE Ser Importante parágrafo condicionar o debate Politico. E POR ISSO Que vos chamo um Atenção parágrafo Outro texto, este de Rui Ramos, that also ELE E historiador, e that Ontem escreveu Aqui no Observador Sobre O monopolio da indignação. A SUA Reflexão e Sobre o Que entende Ser o Domínio da Esquerda Sobre o Que tolerável ou Não há Nosso regime, partindo de Uma Tensão that como clivagens da actual crise acentuaram Política. Pequena Passagem: “Aqueles Que NÃO admitem se discuta a legitimidade (Política) de São Costa OS mesmos that, Quatro Durante anos, negaram a legitimidade de Passos Coelho. Aqueles Que acharam inaceitável Que OS apoiantes de Passos aparecessem Às 13h00 Diante da Assembleia nenhum dia da DISCUSSÃO fazer Programa de Governo, were OS mesmos that organizaram Uma Manifestação Pará como 15h00. Aqueles Que censuram o PSD EO CDS Pela indisponibilidade Para amparar o Governo minoritario fazer PS, São OS mesmos that, as antes das Eleições, anunciaram that never votariam hum Orçamento da “direita”. Já sabíamos Que assim que um Esquerda PODE governar em Portugal. Agora Estamos a Descobrir Outra Coisa: que assim que um also Esquerda PODE indignar-se e Fazer Oposição. Só o PS dispoe da prerrogativa de boicotar hum Governo, a Só o PCP TEM O Direito de marchar NAS Ruas, Só Ao BE E dado desfolhar o Lado agressivo do Dicionário. “E por aqui me fico POR Hoje. Bom descanso, boas Leituras, e Até Amanhã.  

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