MUNICÍPIO DE ÉVORA CANDIDATA 63 MILHÕES DE EUROS PARA GARANTIR HABITAÇÃO DIGNA PARA MAIS DE 400 FAMÍLIAS CARENCIADAS

MUNICÍPIO DE ÉVORA CANDIDATA 63 MILHÕES DE EUROS PARA GARANTIR HABITAÇÃO DIGNA PARA MAIS DE 400 FAMÍLIAS CARENCIADAS

05/12/2024 0 Por Carlos Joaquim
O Plano Local de Habitação de Évora está já em execução garantindo o apoio a diversas entidades, para além de beneficiários diretos que, sendo proprietários residentes, necessitam de apoio na reabilitação das suas habitações e se encontram em situação de carência financeira. Até 31 de março de 2024, o Município submeteu ao Programa de Recuperação e Resiliência – PRR mais de 70 candidaturas para apoiar 439 famílias do Concelho, no valor previsional de 63 milhões de euros nos próximos anos, dos quais 10 milhões já estão aprovados e em execução, aguardando-se a aprovação das candidaturas correspondentes ao restante, que deverá envolver perto de 300 famílias, em localizações dispersas por 14 bairros e freguesias rurais.

Ontem (04/12/2024) foi dia de visita técnica do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana – IHRU, com oportunidade para constatar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido: quatro habitações já reabilitadas no Centro Histórico, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, uma outra privada na freguesia rural da Graça do Divor, e ainda a obra principal deste conjunto, a cargo da empresa municipal HABEVORA EM, que está a reabilitar um bloco de 12 habitações no Bairro da Malagueira, antes em ruínas, e que irão ser disponibilizadas, para arrendamento a preços acessíveis, no âmbito do arrendamento condicionado.

Esta obra teve também a visita do Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, a fim de se inteirar do andamento dos trabalhos. No local, registou o esforço que o Município tem feito, ao nível do Concelho, no sentido de atenuar os efeitos da crise no setor da habitação que se tem vindo a agravar à dimensão nacional e até da Europa. Destacou o empenho do Município na captação dos recursos financeiros do PRR para construir e reabilitar habitação, e que já vai tendo efeitos práticos, evidenciados na obra agora em visita.

Deixou ainda Carlos Pinto de Sá a nota de que está a ser proposto ao Governo que se encare a necessidade de prever a oferta de habitação a custos adequados para profissionais e técnicos que pretendam fixar-se em Évora, acompanhando a recente instalação de empresas, ou até o próprio Hospital Central do Alentejo, em construção. Por último a garantia de que o Município sempre estará disponível e aberto à colaboração institucional, sempre com o objetivo de minimizar os efeitos sociais negativos decorrentes da falta de habitação acessível para as famílias.

*Henrique Oliveira