Universidade de Aveiro integra projeto europeu para promover a educação sobre o solo
Apesar de ser fundamental para a vida na Terra, o solo está sob forte pressão devido ao crescimento populacional, à mudança de hábitos de consumo e às alterações induzidas pelo clima na cobertura e utilização do solo. Mais de 60% dos ecossistemas do solo na Europa enfrentam degradação ou ameaça de erosão, perda de carbono, desertificação e contaminação, custando à União Europeia mais de 50 mil milhões de euros por ano. A degradação do solo, impulsionada por práticas ineficientes de gestão do solo, passadas e presentes, é exacerbada pelas alterações climáticas, colocando desafios significativos à qualidade do solo e aos serviços dos ecossistemas.
O projeto CURIOSOIL, que tem como lema “Despertar a Curiosidade pelo Solo para Catalisar a Literacia do Solo”, está focado em melhorar a literacia do solo através de esforços colaborativos na educação. Visa colmatar lacunas na compreensão da saúde do solo entre estudantes, professores, cidadãos e decisores políticos, com o propósito de consciencializar a sociedade para práticas sustentáveis e cultivar um sentido de responsabilidade para com o ambiente.
“A literacia e a educação sobre o solo podem desempenhar um papel importante para uma melhor compreensão da sociedade sobre este elemento tão importante das nossas vidas. Ao dotar os jovens de conhecimentos sobre o solo e competências relacionadas, abrimos novas portas para as futuras gerações de cientistas,” afirma Sónia Rodrigues, investigadora da Universidade de Aveiro e Coordenadora do projeto.
Nos próximos quatro anos, o projeto CURIOSOIL prevê desenvolver um “Kit de curiosidades sobre o solo” com experiências multissensoriais e cocriar um conjunto de produtos educativos, materiais didáticos e programas de formação de professores que serão utilizados em diversos níveis de escolaridade a nível europeu.
Liderado pela Universidade de Aveiro, o projeto é constituído por um consórcio de 14 parceiros de toda a Europa: Gaia Education Europe e ECOLISE na Bélgica; REVOLVE em Espanha; Faculdade de Proteção Ambiental da Eslovénia; Universidade de Wageningen, ISRIC – World Soil Information e European School Heads Association nos Países Baixos; Universita degli Studi di Palermo, na Itália; Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida (BOKU) na Áustria; Instituto Norueguês de Investigação em Bioeconomia (NIBIO) na Noruega e Instituto Europeu de Comunicação Científica (ESCI) na Alemanha; e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e a Universidade de Artes de Zurique, na Suíça.


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